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Os Trapos dos Meus Sonhos

Francisco García Jiménez

Los Harapos de Mis Sueños

Estrellas de mis ilusiones:
Noches idas...
Auroras de mis ambiciones:
Viejos días...
Unieron nuestros corazones,
Noches, días...
Y hoy tu mirada se desvía
Y es tu palabra dura y fría
Y valgo apenas una impía
Risa de compasión...

Hoy tus manos sólo muestran,
Con un gesto de desdén,
Los harapos de mis sueños
Y las ruinas de mi bien;
Y en el fondo de la escena
De tu alarde triunfador
Un desfile de fantasmas
Son las sombras de mi amor.
Yo te acuso de ese crimen
Que en los códigos no está,
De esa herida que no sangra,
De esa muerte sin matar.
Yo te acuso en esta estrofa,
La más pobre y la peor,
Que del lujo de mis versos
Solamente me quedó...

Te acuso de avivar un falso fuego ciego;
De haber hecho vagar descalzos tantos sueños...
Del beso y del ceñido abrazo breve, fatuo;
De esa comedia trasnochada donde aparece festejada
Tu burla cruel y refinada sobre mi corazón....

Os Trapos dos Meus Sonhos

Estrelas das minhas ilusões:
Noites que se foram...
Auroras das minhas ambições:
Velhos dias...
Uniram nossos corações,
Noites, dias...
E hoje teu olhar se desvia
E é tua palavra dura e fria
E eu valho apenas uma impiedosa
Risada de compaixão...

Hoje tuas mãos só mostram,
Com um gesto de desprezo,
Os trapos dos meus sonhos
E as ruínas do meu bem;
E no fundo da cena
Do teu alarde triunfador
Um desfile de fantasmas
São as sombras do meu amor.
Eu te acuso desse crime
Que nos códigos não está,
Dessa ferida que não sangra,
Dessa morte sem matar.
Eu te acuso nesta estrofa,
A mais pobre e a pior,
Que do luxo dos meus versos
Somente me restou...

Te acuso de alimentar um falso fogo cego;
De ter feito vagar descalços tantos sonhos...
Do beijo e do abraço apertado breve, fútil;
Dessa comédia ultrapassada onde aparece festejada
Teu deboche cruel e refinado sobre meu coração....

Composição: