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Desalento (part. Jorge Omar)

Francisco Lomuto

Desaliento (part. Jorge Omar)

Va planteando mis cabellos
Las cenizas de los años
En mis ojos no hay destellos
Pues la noche se hizo en ellos
Al dolor de un desengaño

En mí drama sin testigos
Sin amor sin esperanzas
Sin amparos, sin amigos
Destrozado en mis andanzas
Vuelvo al barrio que dejé

A Dios le ruego
Que no me haga llegar tarde
Que la fe de mi viejita
Es posible que me aguarde

Y ante la puerta
Del hogar abandonado
Pondré una cruz
Sobre las ruinas del pasado

Iluso y torpe
Yo hice trizas las quimeras
De mi humilde noviecita
Por aquella aventurera

Iba tan ciego
Y orgulloso cómo terco
Que por una flor de cerco
Por el mundo me arrastre

Desalento (part. Jorge Omar)

Vai plantando meus cabelos
As cinzas dos anos
Nos meus olhos não há brilhos
Pois a noite se fez neles
Com a dor de um desengano

Em meu drama sem testemunhas
Sem amor, sem esperanças
Sem abrigo, sem amigos
Destruído em minhas andanças
Volto pro bairro que deixei

A Deus eu imploro
Que não me faça chegar tarde
Que a fé da minha velhinha
Pode ser que me aguarde

E diante da porta
Do lar abandonado
Vou colocar uma cruz
Sobre as ruínas do passado

Ingênuo e bobo
Eu fiz pedaços as quimeras
Da minha humilde namoradinha
Por causa daquela aventureira

Fui tão cego
E orgulhoso como teimoso
Que por uma flor de cercado
Pelo mundo me arrastei

Composição: Luis Castiñeira