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Escravo (part. Jorge Omar)

Francisco Lomuto

Esclavo (part. Jorge Omar)

No sé si es la tragedia
De vivir así
Con esta pena mía

Que ha dibujado
Esta mueca sombría
Que nubla mis ojos
Y apaga mi voz

Tal vez
Porque en el suelo
Deshojada está
Mi pálida esperanza

Solo me queda
Mi vieja añoranza
Borracha de hastío
Lo mismo que yo

Mil veces
He tratado de olvidar
Y busco distraer
Mi pobre vida

Quisiera demostrar
Que no es verdad
Que en vez de corazón
Tengo una herida

Más ya no tengo fuerzas
Para ahogar
El lúgubre
Fantasma de mi pena
Y sigo esclavo así
De mi condena
Sin poderme libertar

Escravo (part. Jorge Omar)

Não sei se é a tragédia
De viver assim
Com essa dor minha

Que desenhou
Essa expressão sombria
Que nublam meus olhos
E apagam minha voz

Talvez
Porque no chão
Desfolhada está
Minha pálida esperança

Só me resta
Minha velha saudade
Bêbada de tédio
Assim como eu

Mil vezes
Tentei esquecer
E busco distrair
Minha pobre vida

Queria mostrar
Que não é verdade
Que em vez de coração
Tenho uma ferida

Mas já não tenho forças
Para sufocar
O lúgubre
Fantasma da minha dor
E sigo escravo assim
Da minha condenação
Sem poder me libertar

Composição: José María Contursí