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Meu Cavalo (Alberto Rivera e Eduardo Inda)

Francisco Lomuto

Mi Moro (Alberto Rivera y Eduardo Inda)

Galope largo de mi moro
Tendida crin por viejas huellas
Las cerdas recias, trenzas de oro
Y en las patas un tesoro
Y en las ancas una estrella

Con él arrié sus dulces ojos
Sus trenzas negras como antojos
Sus labios rojos su candor
Por una pampa sin abrojos
Sobre él alba de su amor

Yo era más libre que el viento
Cuando mi moro tenía
Potro del hondo resuello, tenaz
Caballo del alma mía

¿Qué amores enancás?
¿Qué mano te llevó?
¿Qué lanza te chuceó?
¿En qué desierto estas?

Indio: Volveme en el moro
Los cantos que lloro
En la soledad

Era más libre que el viento
Cuando mi moro tenía

Meu Cavalo (Alberto Rivera e Eduardo Inda)

Galope largo do meu cavalo
Crina solta por velhas trilhas
As cerdas firmes, tranças de ouro
E nas patas um tesouro
E nas ancas uma estrela

Com ele arrié meus doces olhos
Suas tranças negras como desejos
Seus lábios vermelhos, sua inocência
Por uma pampa sem espinhos
Sobre ele, a aurora do seu amor

Eu era mais livre que o vento
Quando meu cavalo tinha
Potro do profundo resfolego, tenaz
Cavalo da minha alma

Que amores você carrega?
Que mão te levou?
Que lança te feriu?
Em que deserto você está?

Índio: Volte-me o cavalo
Os cantos que eu choro
Na solidão

Era mais livre que o vento
Quando meu cavalo tinha

Composição: Cátulo Castillo