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Tarde (part. Miguel Montero)

Francisco Lomuto

Tarde (part. Miguel Montero)

De cada amor que tuve
Tengo heridas
Heridas que no cierran
Ni sangran todavía

Error de haber querido
Ciegamente
Matando inútilmente
La dicha de mis días

Tarde me dio cuenta
Que al final
Se vive igual mintiendo

Tarde comprobé
Que la ilusión
Se destrozó queriendo
Pobre amor que está sufriendo
La amargura más tenaz

Y ahora
Que no es hora para nada
Tu boca enamorada
Me incita una vez más

Y aunque quiera quererte
Ya no puedo
Porque dentro del alma
Tengo miedo

Tengo miedo
Que sé vuelva a repetir
La comedia
Que me ha hundido
En el vivir

Todo lo que di
Todo lo perdí

Siempre puse el alma entera
De cualquier manera
Soportando afrentas
Y al final de cuenta
Me quedé sin fe

Tarde (part. Miguel Montero)

De cada amor que tive
Fiquei com feridas
Feridas que não cicatrizam
Nem sangram ainda

Erro de ter amado
Cegamente
Matando inutilmente
A felicidade dos meus dias

Tarde percebi
Que no final
Se vive igual, mentindo

Tarde confirmei
Que a ilusão
Se despedaçou amando
Pobre amor que está sofrendo
A amargura mais tenaz

E agora
Que não é hora pra nada
Teu beijo apaixonado
Me provoca mais uma vez

E mesmo que eu queira te amar
Já não posso
Porque dentro da alma
Eu tenho medo

Eu tenho medo
Que se repita de novo
A comédia
Que me afundou
No viver

Tudo que eu dei
Tudo eu perdi

Sempre coloquei a alma inteira
De qualquer jeito
Suportando ofensas
E no final das contas
Fiquei sem fé

Composição: José Canet