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Chão de Estrelas

Francisco Petrônio

Letra

    Minha vida era um palco iluminado
    Eu vivia vestido de dourado
    Palhaço das perdidas ilusões
    Cheio dos guizos falsos da alegria
    Andei cantando a minha fantasia
    Entre as palmas febris dos corações

    Meu barracão no morro do Salgueiro
    Tinha o cantar alegre de um viveiro
    Foste a sonoridade que acabou
    E hoje, quando do Sol, a claridade
    Forra o meu barracão, sinto saudade
    Da mulher, pomba-rola que voou

    Nossas roupas comuns dependuradas
    Nas cordas, qual bandeiras agitadas
    Pareciam um estranho festival
    Festa dos nossos trapos coloridos
    A mostrar que nos morros malvestidos
    É sempre feriado nacional

    A porta do barraco era sem trinco
    Mas a Lua, furando o nosso zinco
    Salpicava de estrelas o nosso chão
    Tu pisavas nos astros, distraída
    Sem saber que a ventura desta vida
    É a cabrocha, o luar e o violão

    Meu barracão no morro do Salgueiro
    Tinha o cantar alegre de um viveiro
    Foste a sonoridade que acabou
    E hoje, quando do Sol, a claridade
    Forra o meu barracão, sinto saudade
    Da mulher, pomba-rola que voou

    Composição: Orestes Barbosa / Silvio Caldas. Essa informação está errada? Nos avise.

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