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O Guarda-chuva e a Máquina de Costura

Franco Battiato

L'Ombrello E La Macchina Da Cucire

Ero solo come un ombrello su una
macchina da cucire.
Dalle pendici dei monti Iblei,
a settentrione.
Ho percorso il cammino, arrampicandomi
per universi e mondi,
con atti di pensiero e umori cerebrali.
L'abisso non mi chiama, sto sul ciglio
come un cespuglio: quieto come un insetto
che si prende il sole.
Scendevo lungo il fiume scrollando le spalle.....
Che cena infame stasera,
che pessimo vino,
chiacchiero col vicino.
Lei non ha finezza,
non sa sopportare l'ebbrezza.
Colgo frasi occidentali.
Schizzano dal cervello i pensieri -
fini le calze,
la Coscienza trascendentale,
no l'Idea si incarna.
Dice che questa estate
ci sarà la fine del mondo.
The end of the world,
berretto di pelo e sottanina di tàrtan.
Have we cold feet about the cosmos?

O Guarda-chuva e a Máquina de Costura

Eu estava sozinho como um guarda-chuva em uma
máquina de costura.
Das encostas das montanhas Iblei,
a norte.
Percorri o caminho, escalando
universos e mundos,
com atos de pensamento e humores cerebrais.
O abismo não me chama, fico na beira
como um arbusto: tranquilo como um inseto
que toma sol.
Descia pelo rio, sacudindo os ombros.....
Que janta infame hoje à noite,
que vinho horrível,
papo com o vizinho.
Ela não tem classe,
não sabe lidar com a embriaguez.
Capturo frases ocidentais.
Os pensamentos disparam da cabeça -
meias finas,
a Consciência transcendental,
não, a Ideia se encarna.
Diz que neste verão
teremos o fim do mundo.
The end of the world,
boné de pelagem e saia de tartan.
Estamos com medo do cosmos?

Composição: Franco Battiato