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A Última Praia

Franco Califano

L' Ultima Spiaggia

Trovato il paese, poi dopo fai presto
per l'auto al parcheggio, c'è un povero Cristo
Trapassa la piazza, imbocca il viale
finchè non incontri una rampa di scale
Trecento gradini e arrivi al mio nulla
mi vedi trascino una mente che sballa,
un sorso di mare, una lama di sole
per l'ultima spiaggia di uomo animale..
Laggiù, dove m'hai spinto tu
sto io che aspetto il turno mio.
Ormai dal tempo antico dell'addio
ho solamente una gran voglia di morire
la solitudine...
morire in solitudine....
perchè dopo tanti anni vieni qua
ad arricchire il niente con la tua pietà...
A un uomo che aveva perduto la testa
prendesti anche il collo, gli facesti la festa,
piangendo ritorna sui passi di prima
gli stessi gradini,ma verso la cima..
Il viale, la piazza, la macchina è a posto
la mancia al guardiano che campa di questo..
il sole ha girato gelando lo scoglio
in basso sono io, sto vivendo e non voglio..
Laggiù dove m'hai spinto tu
sto io che aspetto il turno mio.
Ormai dal tempo antico dell'addio
ho solamente una gran voglia di morire..
la solitudine..morire in solitudine..
perchè dopo tanti anni vieni qua
ad arricchire il niente con la tua pietà...

A Última Praia

Encontrou o lugar, depois corre logo
pro pegar o carro no estacionamento, tem um pobre coitado
atravessa a praça, entra na avenida
até encontrar uma escadaria
Trezentos degraus e você chega ao meu nada
me vê arrastando uma mente que tá pirando,
um gole de mar, uma lâmina de sol
para a última praia de um homem animal...
Lá embaixo, onde você me empurrou
estou eu esperando a minha vez.
Desde os tempos antigos da despedida
só tenho uma grande vontade de morrer
a solidão...
morrer na solidão...
porque depois de tantos anos você vem aqui
para enriquecer o nada com a sua piedade...
Para um homem que tinha perdido a cabeça
você levou até o pescoço, fez a festa,
chorando volta pelos mesmos passos de antes
os mesmos degraus, mas rumo ao topo...
A avenida, a praça, o carro tá tranquilo
a gorjeta pro segurança que vive disso...
o sol virou, congelando a pedra
lá embaixo sou eu, tô vivendo e não quero...
Lá embaixo onde você me empurrou
estou eu esperando a minha vez.
Desde os tempos antigos da despedida
só tenho uma grande vontade de morrer...
a solidão...morrer na solidão...
porque depois de tantos anos você vem aqui
para enriquecer o nada com a sua piedade...

Composição: