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A Espuma

Franco Falco

La Espuma

Esta noche el cielo deja
Ver más de una estrella
Y es precisamente esa nítida negrura
Su parte más bella

Sol y nube, nube y
Asfalto, asfalto y patrulla
Son tu verdad inefable
Tu ley más tuya

Vas limpiando el mundo, siempre que el
Cielo no está en la tierra
Conocés las horas en que el ojo necesita
Agua para no esquivar la hoguera

Luna llena
Transparentando también tu esquina
Y en el enroque de voces
Adrenalina

Cristalino quiero ser
Pase lo que pase, igual
Que el destino de la
Criatura que nace

No quise un cristal tan diáfano
No suelo ser translúcido
Vos ofrecés transparencia al módico
Precio del clásico no

Y tiene que ser rápido
Presa de un ritmo hipnótico
Pero la espuma chorrea, la cosa sé
Orea y el rojo acabó

De lo inaccesible, ves como
Laten las superficies
Al tomar contacto con el curso de las horas
O con sus matices

Sos un paria que
Descoyunta lo cotidiano
Como el sol que no respeta
Dedos ni manos

Cristalino quiero ser
Pase lo que pase, igual
Que el destino de la
Criatura que nace

No quise un cristal tan diáfano
No suelo ser translúcido
Vos ofrecés transparencia al módico
Precio del clásico no

Y tiene que ser rápido
Presa de un ritmo hipnótico
Pero la espuma chorrea, la cosa sé
Orea y el verde llegó
Pero la espuma chorrea, la cosa sé
Orea y el rojo acabó

A Espuma

Esta noite o céu deixa
Ver mais de uma estrela
E é precisamente essa nitidez negra
Sua parte mais bela

Sol e nuvem, nuvem e
Asfalto, asfalto e patrulha
São sua verdade inefável
Sua lei mais sua

Você vai limpando o mundo, sempre que o
Céu não está na terra
Conhece as horas em que o olho precisa
Água para não desviar da fogueira

Lua cheia
Transparentando também seu canto
E no enroque de vozes
Adrenalina

Cristalino quero ser
Aconteça o que acontecer, igual
Ao destino da
Criatura que nasce

Não quis um cristal tão diáfano
Não costumo ser translúcido
Você oferece transparência ao módico
Preço do clássico não

E tem que ser rápido
Preso de um ritmo hipnótico
Mas a espuma escorre, a coisa se
Ares e o vermelho acabou

Do inacessível, vê como
Pulsam as superfícies
Ao entrar em contato com o curso das horas
Ou com seus matizes

Você é um pária que
Desarticula o cotidiano
Como o sol que não respeita
Dedos nem mãos

Cristalino quero ser
Aconteça o que acontecer, igual
Ao destino da
Criatura que nasce

Não quis um cristal tão diáfano
Não costumo ser translúcido
Você oferece transparência ao módico
Preço do clássico não

E tem que ser rápido
Preso de um ritmo hipnótico
Mas a espuma escorre, a coisa se
Ares e o verde chegou
Mas a espuma escorre, a coisa se
Ares e o vermelho acabou

Composição: Franco Falco