395px

Dilettante

Françoise Hardy

Dilettante

Vous avez une allure de dilettante
Qui fonctionne d'abord à l'instinct
Les situations trop dérangeantes
Vos les évitez très bien

Jamais là quand on vous cherche
Jamais là où l'on vous cherche

Vous avez une technique sûre, éloquente
Pour tous jeux de mots, jeux de mains
Votre art des pirouettes élégantes
En déstabilise plus d'un

Jamais là quand on vous cherche
Jamais là où l'on vous cherche

Vous aimez suivre les démons
Qui vous parlent de transgression
Qu'importe la casse, les autres paieront l'addition

Et dans ce contexte
Flou, inachevé
Qui fascine, inquiète
Ou déplaît

Toutes vos facettes
Mêlent le faux, le vrai
Qui vous êtes au fond, personne ne le sait

La partie promet d'être éprouvante
Vos numéros sont très au point
Mais ma crédulité n'est qu'apparente
Jusqu'où irez-vous trop loin

Jamais là quand on vous cherche
Jamais là où l'on vous cherche

Prévenez tous vos démons
Mercure, Neptune et Pluton
De plus demandez le bon dieu sans confession

Ça suffit, j'arrête
Ce bref aparté
Je me paye votre tête
On dirait

La vôtre ou la mienne
Vos dés sont pipés
J'ai rien à attendre de votre bonté

Votre complexité n'est qu'apparente
La fin justifie les moyens
Fait partie de vos clés évidentes
Comme brouiller les pistes sans fin

Jamais là quand on vous cherche
Jamais là où l'on vous cherche
Jamais là quand on vous cherche
Jamais là où l'on vous cherche

Dilettante

Você tem um jeito de dilettante
Que age primeiro pelo instinto
As situações muito desconfortáveis
Você evita muito bem

Nunca está lá quando a gente procura
Nunca está onde a gente procura

Você tem uma técnica certeira, eloquente
Para todos os trocadilhos, jogos de mãos
Sua arte das piruetas elegantes
Desestabiliza mais de um

Nunca está lá quando a gente procura
Nunca está onde a gente procura

Você gosta de seguir os demônios
Que falam sobre transgressão
Não importa a quebradeira, os outros pagam a conta

E nesse contexto
Confuso, inacabado
Que fascina, preocupa
Ou desagrada

Todas as suas facetas
Misturam o falso, o verdadeiro
Quem você é de verdade, ninguém sabe

A parte promete ser desgastante
Seus números estão muito bem ensaiados
Mas minha credulidade é só aparente
Até onde você vai se passar dos limites

Nunca está lá quando a gente procura
Nunca está onde a gente procura

Avise todos os seus demônios
Mercúrio, Netuno e Plutão
E ainda peça a Deus sem confissão

Chega, eu paro
Esse breve aparte
Eu tô tirando sarro de você
Parece

A sua ou a minha
Seus dados estão viciados
Não espero nada da sua bondade

Sua complexidade é só aparente
O fim justifica os meios
Faz parte das suas chaves evidentes
Como embaralhar as pistas sem fim

Nunca está lá quando a gente procura
Nunca está onde a gente procura
Nunca está lá quando a gente procura
Nunca está onde a gente procura

Composição: Dutronc Francoise Madeleine, Davidrun