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Blues do Pato

Françoise Hardy

Duck's Blues

Quelle vie de chien
Quel monde de loups
Bien malin
Qui me dira où
Trouver la douceur
Échapper aux nouveaux délateurs...

J'aimerais bien
Tenir le coup
Mais j'ai rien
Qui soit à ton goût
Les goûts, les couleurs
T'appelles ça des cas de force majeure...

J'appelle ça des différences
Et honni soit qui mal y pense...

Du haut de son intellect
Mon brillant Barbe-Bleue
S'amuse à trancher les têtes
Comme il veut, quand il veut...

Au fond de son placard
Déplumé, comateux
Le vilain petit canard
Marche sur des oeufs
Frotte ses yeux...

Les assassins
Sont parmi nous
Allez viens
Faire d'une pierre deux coups
Décide des erreurs
Lance tes flèches en tout bien tout honneur

Avec des idées toutes faites
En coupe le monde en deux
Pour mieux pouvoir mettre en miettes
Qui on veut, comme on veut...

Au fond de son brouillard
Hésitant, laborieux
Le vilain petit canard
Rêve du juste milieu
Flotte un peu...

C'est pas par hasard
Même s'ils font de leur mieux
Que les vilains canards
Sont souvent boiteux...
Pauvres vieux!

J'aimerais comprendre
À quoi on joue
Ne plus dépendre
Des garde à vous...

Plus me pendre
À ton cou
Plus jamais tendre
L'autre joue...

Blues do Pato

Que vida de cachorro
Que mundo de lobos
Bem esperto
Quem me dirá onde
Encontrar a doçura
Escapar dos novos delatores...

Eu gostaria de
Segurar a onda
Mas não tenho nada
Que te agrade
Os gostos, as cores
Você chama isso de caso de força maior...

Eu chamo isso de diferenças
E maldito seja quem pensar mal disso...

Do alto do seu intelecto
Meu brilhante Barba Azul
Se diverte cortando cabeças
Como quer, quando quer...

No fundo do seu armário
Desplumado, em coma
O feio patinho
Caminha sobre ovos
Esfrega os olhos...

Os assassinos
Estão entre nós
Vem cá
Fazer de uma pedra dois pássaros
Decida os erros
Lance suas flechas em todo bem, toda honra

Com ideias prontas
Corta o mundo ao meio
Para poder despedaçar
Quem quiser, como quiser...

No fundo da sua neblina
Hesitante, trabalhoso
O feio patinho
Sonha com o meio termo
Flutua um pouco...

Não é por acaso
Mesmo que façam o melhor
Que os patinhos feios
Costumam ser mancos...
Pobres velhos!

Eu gostaria de entender
A que estamos jogando
Não depender mais
Dos comandos de atenção...

Não me enforcar
No seu pescoço
Nunca mais estender
A outra face...

Composição: Françoise Hardy, Alain Lubrano