La Pleine Lune
Désolée
D'avoir tiré
Bel oiseau rare
Vous m'aviez
Le premier fusillée
Vingt fois du regard...
Désolée
Votre arme était posée
Sur la table...
Quelle idée!
On ne devrait jamais
Tenter le diable...
On ne devrait jamais tailler des costumes
Ni montrer les dents
Aux fiancées présumées quand la pleine lune
Fait tourner les sangs...
Légitime défense
C'est une présomption d'innocence...
La mort vous va si bien
J'envisage
De devenir un brin
Nécrophage...
On ne devrait jamais voler dans les plumes
Ni compter les heures
Des fiancées chavirées quand la pleine lune
Accélère le coeur...
Légitime démence
Petit meurtre sans importance...
Légitime défense
C'est une présomption d'innocence...
Désolée
Vous étiez si changeant
Si immoral
Désolée
Je ne voulais pas vraiment
Vous faire de mal...
Je parle et je parle
Mais vous restez sourd et muet
Étrangement pâle...
Ne changerez-vous jamais?
A Lua Cheia
Desculpa
Por ter atirado
Um belo pássaro raro
Você me tinha
A primeira a ser atingida
Vinte vezes com o olhar...
Desculpa
Sua arma estava pousada
Sobre a mesa...
Que ideia!
Nunca deveríamos
Tentar o diabo...
Nunca deveríamos fazer roupas sob medida
Nem mostrar os dentes
Para as noivas presumidas quando a lua cheia
Faz o sangue ferver...
Legítima defesa
É uma presunção de inocência...
A morte te cai tão bem
Estou pensando
Em me tornar um pouco
Nécrofilo...
Nunca deveríamos voar nas penas
Nem contar as horas
Das noivas descontroladas quando a lua cheia
Acelera o coração...
Legítima demência
Um pequeno assassinato sem importância...
Legítima defesa
É uma presunção de inocência...
Desculpa
Você era tão volúvel
Tão imoral
Desculpa
Eu não queria realmente
Te fazer mal...
Eu falo e falo
Mas você continua surdo e mudo
Estranhamente pálido...
Você nunca vai mudar?
Composição: Alain Lubrano / Françoise Hardy