Le Danger
Tu te croyais à l'abri du danger:
Tu avais fermé la porte, tout rangé
Tiré quelques traits
Gommé des portraits
Des ratures, des bavures
Camouflé les blessures
De ta vie
Tout rangé...
Comment pouvais-tu sentir le danger?
Tu récitais ta leçon, sans bouger
Rendais les devoirs
Jamais en retard
Appliquais les consignes
Sans lire entre les lignes
De ta vie
Sans bouger...
Tu n'auras pas vu venir le danger
Il ne te reste plus rien: tout changer
Revoir ta copie
Remuer les amis
Les ennuis, les envies
Les désirs et les sens
De ta vie
Tout changer...
Je voudrais t'amener
Tout ce qui fait du bien
Pouvoir redessiner
Les lignes de ta main
Conjurer le malheur
Être assez forte pour deux
Mais je retiens mes larmes, mes rêves
Mes cris...
Et je voudrais te dire
Ça ira mieux demain
T'arracher un sourire
Mais tu n'entends plus rien
C'est peut-être la peur
Qui rend aveugle et sourd
Qui étrangle l'amour
En étouffe pour toujours
Les cris...
O Perigo
Você achava que estava a salvo do perigo:
Tinha fechado a porta, tudo arrumado
Desenhado algumas linhas
Apagado retratos
Rascunhos, borrões
Escondido as feridas
Da sua vida
Tudo arrumado...
Como você podia sentir o perigo?
Você recitava sua lição, sem se mover
Entregava os deveres
Nunca atrasado
Seguia as regras
Sem ler entre as linhas
Da sua vida
Sem se mover...
Você não viu o perigo se aproximar
Não te resta mais nada: tudo mudar
Rever sua cópia
Agitar os amigos
Os problemas, os desejos
Os anseios e os sentidos
Da sua vida
Tudo mudar...
Eu queria te levar
Tudo que faz bem
Poder redesenhar
As linhas da sua mão
Conjurar a desgraça
Ser forte o suficiente para dois
Mas eu seguro minhas lágrimas, meus sonhos
Meus gritos...
E eu queria te dizer
Vai ficar melhor amanhã
Arrancar um sorriso seu
Mas você não ouve mais nada
Talvez seja o medo
Que torna cego e surdo
Que estrangula o amor
E o sufoca para sempre
Os gritos...
Composição: Françoise Hardy, Alain Lubrano