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Tatuagem (Com a Caneta do Sopro)

Frank Delgado

Tatuaje (Con La Plumilla Del Aliento)

Cantaba en mi cama canciones de cuna
y en algunas noches ladraba a la luna.
Dejaba en mis frisos y en mis alquitrabes
todos sus vestigios, su pluma de ave.

Me volaba el coco, con sus sahumerios
y versículos falsos de los evangelios.
Basta de nombrarme lugares comunes,
yo te doy mi vida, tu me das tus lunes.

Voy a tatuar mi número en tu piel
con la plumilla del aliento,
y acabaré violándote después,
pero con tu consentimiento.

En juicios sumarios era apabullante
su mirada ingenua era un atenuante.
Ella se codeaba con los delincuentes
y nadie archivaba sus antecedentes.

Por hacerla mía vendí mi alma al diablo
y una noche de esas blandió su venablo.
Me atravesó el pecho mientras me mordía
con ensañamiento, con alevosía.

Tatuagem (Com a Caneta do Sopro)

Cantava na minha cama canções de ninar
E em algumas noites eu latia pra lua.
Deixava nos meus frisos e nos meus alcatrões
Todos os seus vestígios, sua pena de ave.

Me deixava doido, com seus incensos
E versículos falsos dos evangelhos.
Chega de me chamar de lugares comuns,
Eu te dou minha vida, você me dá seus segundas.

Vou tatuar meu número na sua pele
Com a caneta do sopro,
E vou acabar te estuprando depois,
Mas com seu consentimento.

Em julgamentos sumários era avassaladora
Sua mirada ingênua era um atenuante.
Ela se misturava com os criminosos
E ninguém guardava seus antecedentes.

Pra fazer dela minha, vendi minha alma pro diabo
E numa noite dessas, ela brandiu seu veneno.
Me atravessou o peito enquanto me mordia
Com crueldade, com malícia.

Composição: