NI VENCEDORES NI VENCIDOS
De mis cuentos infantiles
De mis tanques y mis guerras
De mis soldados de plomo
De mi colección de cromos
De mis sueños de niñez
De mis colores de cera
Me han dejado en espera
Sin que yo sepa el porqué
Me encerraron en mi cuarto
Porque no quise la cena
Mientras en la tele daban
Destrucción, hambre y pena
Y en mi casa, nadie, lo condena
No, a la guerra, no
No quiero ir a la guerra
No quiero morir matando
No quiero que nadie me mande
Aunque lo diga, un gobernante
No, a la guerra, no
No quiero matar a nadie
No quiero ser un vencido
Ni tampoco, un vencedor
Y no me llames cobarde
No quiero ir a la guerra
A defender a cobardes
A asesinos y traficantes
Y que el negocio, siga pa'lante
Cuando la edad me alcance
Cuando la voz se endurezca
Cuando el amor por la tierra
Te haga sentir y te crezcas
Cuando las balas se acaben
Y el dolor, desaparezca
No, a la guerra, no
No quiero ir a la guerra
No quiero morir matando
No quiero que nadie me mande
Aunque lo diga, un gobernante
No, a la guerra, no
No quiero matar a nadie
No quiero ser un vencido
Ni tampoco, un vencedor
Que los soldados y las guerras
Que las balas y el horror
Que no salgan de mis juegos
Que nunca salgan
De mi habitación
NEM VENCEDORES NEM VENCIDOS
Das minhas histórias de criança
Dos meus tanques e minhas guerras
Dos meus soldados de chumbo
Da minha coleção de figurinhas
Dos meus sonhos de infância
Das minhas cores de cera
Me deixaram na espera
Sem que eu saiba o porquê
Me trancaram no meu quarto
Porque não quis jantar
Enquanto na TV mostravam
Destruição, fome e dor
E na minha casa, ninguém condena
Não, à guerra, não
Não quero ir à guerra
Não quero morrer matando
Não quero que ninguém me mande
Mesmo que seja um governante
Não, à guerra, não
Não quero matar ninguém
Não quero ser um vencido
Nem também, um vencedor
E não me chame de covarde
Não quero ir à guerra
Defender covardes
Assassinos e traficantes
E que o negócio, siga em frente
Quando a idade me alcançar
Quando a voz se endurecer
Quando o amor pela terra
Te fizer sentir e crescer
Quando as balas acabarem
E a dor, desaparecer
Não, à guerra, não
Não quero ir à guerra
Não quero morrer matando
Não quero que ninguém me mande
Mesmo que seja um governante
Não, à guerra, não
Não quero matar ninguém
Não quero ser um vencido
Nem também, um vencedor
Que os soldados e as guerras
Que as balas e o horror
Não saiam dos meus jogos
Que nunca saiam
Do meu quarto