395px

Elegia

Fuera Del Resto

Elegia

Tu canto fue vida y tu vida fue
canto alguna vez, cuando lanzabas
las piedras y observabas su
desaparición.

Ahora el río revuelve lágrimas de
los abuelos. Frío que agrieta la
piel de tus manos y se agrieta
toto tu ser. Se agrieta todo mi
ser.

Jaurías peligrosas y sanguinarias
sienten el olor de nuestros pasos.
Vienen atrás. Son seres nocturnos
y maéficos, quieren succionarte
hasta la esencia hasta que no te
sostengas sobre tus pies.

Los ríos cambian su curso, los
pueblos corren tras ellos, la vida
cambia su curso y yo no me canso de
seguirle el rastro. Empezó la huída
de las almas en busca del mar.

Ahora eres recuerdo, escapa de
las sombras. Te perturba el viento.
Dolor como parte de tu aire.

No quieres ver el sol caer,
cae la noce y caes tú.

Elegia

Teu canto foi vida e tua vida foi
canto alguma vez, quando jogavas
as pedras e observavas sua
desaparecimento.

Agora o rio revolta lágrimas dos
nossos avós. Frio que racha a
pele das suas mãos e racha
todo o seu ser. Racha todo o meu
ser.

Matilhas perigosas e sanguinárias
sentem o cheiro dos nossos passos.
Vêm atrás. São seres noturnos
e maléficos, querem te sugar
a essência até que você não
consiga se manter em pé.

Os rios mudam seu curso, os
povos correm atrás deles, a vida
muda seu rumo e eu não me canso de
seguir seu rastro. Começou a fuga
das almas em busca do mar.

Agora você é lembrança, escapa das
sombras. O vento te perturba.
Dor como parte do seu ar.

Você não quer ver o sol cair,
cai a noite e você cai também.

Composição: D. Saettone