ちずこ (chizuko)
千の言葉から生まれる繊細な願い
sen no kotoba kara umareru sensai na negai
くしゃくしゃありやすい
kushakusha ariyasu i
(でしょうね?)
(deshou ne?)
体もだんだん腐る、そのものがいやらしいだ
tai mo dandan kusaru, sono mono ga iyarashii da
ずっとだった
zutto datta
(ずっとだ)
(zutto da)
千の声でささやかれる秘密
sen no koe de sasayakareru himitsu
君のどのことが残る?
kimi no dono koto ga nokoru?
(話して)
(hanashite)
痛いだよ
tai da yo
(痛いだ)
(tai da)
来て、ゆらゆらする木に囲まれて僕と踊って
kite, yurayura suru ki ni kakomarete boku to odotte
空っぽな目の下に、腐っている顔の上に
karappo na me no shita ni, kusatte iru kao no ue ni
笑って歌って泣いて、迷子たちのため
waratte utatte naite, maigo tachi no tame
互いを食べる血の子たち
tagai wo taberu chi no ko tachi
さて、森の道を僕と歩いて
sate, mori no michi wo boku to aruite
相変わらず残される、あの子が残される
aikawarazu nokosareru, ano ko ga nokosareru
どう違う?
dou chigau?
痛いでしょうね?
tai deshou ne?
(痛いだ)
(tai da)
痛いでしょうね?
tai deshou ne?
(ずっとだ)
(zutto da)
相変わらず
aikawarazu
(でしょうね?)
(deshou ne?)
終わりまで
owari made
(終わりだ)
(owari da)
来て、ゆらゆらする木に囲まれて僕と踊って
kite, yurayura suru ki ni kakomarete boku to odotte
空っぽな目の下に、腐っている顔の上に
karappo na me no shita ni, kusatte iru kao no ue ni
笑って歌って泣いて、迷子たちのため
waratte utatte naite, maigo tachi no tame
互いを食べる血の子たち
tagai wo taberu chi no ko tachi
さて、森の道を僕と歩いて
sate, mori no michi wo boku to aruite
相変わらず残される、あの子が残される
aikawarazu nokosareru, ano ko ga nokosareru
どう違う?
dou chigau?
痛いだよ
tai da yo
(終わりだ)
(owari da)
Chizuko
Um desejo sutil que nasce de mil palavras
Amassado e fácil de se desfazer
(Não é mesmo?)
O corpo vai apodrecendo, isso é nojento
Foi sempre assim
(Sempre foi)
Um segredo sussurrado por mil vozes
Qual parte de você vai ficar?
(Fala pra mim)
Dói, né?
(Dói, né?)
Vem, dança comigo cercado por árvores balançando
Debaixo de olhos vazios, em cima de um rosto podre
Rindo, cantando, chorando, para os perdidos
Filhos de sangue que se devoram
Então, venha caminhar comigo pela trilha da floresta
Aquela criança ainda fica pra trás, como sempre
Qual é a diferença?
Dói, né?
(Dói, né?)
Dói, né?
(Sempre foi)
Como sempre
(Não é mesmo?)
Até o fim
(É o fim)
Vem, dança comigo cercado por árvores balançando
Debaixo de olhos vazios, em cima de um rosto podre
Rindo, cantando, chorando, para os perdidos
Filhos de sangue que se devoram
Então, venha caminhar comigo pela trilha da floresta
Aquela criança ainda fica pra trás, como sempre
Qual é a diferença?
Dói, né?
(É o fim)