Artiste Introverti Du Necrophalique
Cœur lacéré par d'Abymes pensées.
La solitude envahie mon esprit torturée.
Scarification charnelle de corps révulsés,
Débitage chronique de membres mutilés.
Excellent dans l'art du cadavérique,
Artiste introverti du Nécrophalique.
Toutes ces âmes décharnées,
Tous ces corps rembaumés,
Tous ces cœurs ponctionnés.
Gestes, pour les familles, dévastateurs,
Mais soins, au combien, conservateurs.
Autant de souvenirs qui me hantent,
Qui en moi éveillent des réminiscences.
Me ressourcer, il faut que j'y pense.
Me perdre dans les résineux éveille mes sens.
De ces arbres la naturelle essence
Remet à flot mon aura grisée.
Les pâquerettes à l'ombre du majestueux chêne
Rafraîchissent mon cœur déshydraté.
Charmante et cocasse se veut la scène,
Etendu tout du long sur le moelleux duvet.
Du liquide lacrymal se noie ma peine,
Et coule sur mes pommettes la liqueur iodée,
Pour s'écraser délicate et sereine
Sur mon hachoir immaculé du sang frai
De mes victimes dépecé avec haine,
De mes cobayes chirurgicalement disséquées...
Artista Introvertido do Necrofílico
Coração rasgado por pensamentos abissais.
A solidão invade minha mente torturada.
Cicatrização carnal de corpos retorcidos,
Desmembramento crônico de membros mutilados.
Excelente na arte do cadavérico,
Artista introvertido do Necrofílico.
Todas essas almas desprovidas,
Todos esses corpos embalsamados,
Todos esses corações perfurados.
Gestos, para as famílias, devastadores,
Mas cuidados, quão conservadores.
Tantos recuerdos que me assombram,
Que em mim despertam reminiscências.
Me reenergizar, preciso pensar nisso.
Me perder entre os pinheiros aguça meus sentidos.
Dessa árvore, a essência natural
Restaura minha aura embaçada.
As margaridas à sombra do majestoso carvalho
Refrescam meu coração desidratado.
Charmosa e cômica se quer a cena,
Estendido por inteiro sobre o macio edredom.
Do líquido lacrimal se afoga minha dor,
E escorre sobre minhas maçãs a licor iodado,
Para se espatifar delicada e serena
Sobre meu triturador imaculado do sangue fresco
De minhas vítimas despedaçadas com ódio,
De meus cobaias cirurgicamente dissecadas...