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Balada dos sete marinheiros

Fuxan Os Ventos

Balada dos sete mariñeiros

Mariñeiros á ventura,
dunha noite atreboada
que cecais non te retorno
a ningunha madrugada.
Mariñeiros que navegan
percurando a pesca incerta
o armador en terra firme,
dorme namentras espera
A muller do mariñeiro
agarda mentras, desperta
ó carón dun lar sin lume;
zoa o vento sobre as tellas.
O mariñeiro pelexa
no medio e medio do mare,
co vento que peta firme,
e fai o barco abalare.
No medio e emdio da noite
o armador dorme agardando,
agarda-esperta a muller,
e o mariñeiro loitando
E choran sete mulleres
no medio e medio do día,
na noite do mar revolto
sete homes se perdían.
O armador xura de rabia,
no medio e medio do día,
Na tempestade da noite
un barco a pique se iba.
Pola mañán desgonzados,
sete corpos sobre a praia,
sete mariñeiros mortos,
bébedos de auga salgada.
Na tarde tocan campás
o repinicar da morte,
mentras tanto sae o mar
outro barco con sete homes.

Balada dos sete marinheiros

Marinheiros à aventura,
duma noite tempestuosa
que talvez não te retorno
a nenhuma madrugada.
Marinheiros que navegam
procurando a pesca incerta,
o armador em terra firme,
dorme enquanto espera.
A mulher do marinheiro
aguarda enquanto, desperta
perto de um lar sem fogo;
o vento sopra sobre as telhas.
O marinheiro briga
no meio e meio do mar,
com o vento que bate firme,
e faz o barco balançar.
No meio e meio da noite
o armador dorme esperando,
aguarda-espera a mulher,
e o marinheiro lutando.
E choram sete mulheres
no meio e meio do dia,
na noite do mar revolto
sete homens se perdiam.
O armador jura de raiva,
no meio e meio do dia,
na tempestade da noite
um barco à deriva se ia.
Pela manhã desfalecidos,
sete corpos sobre a praia,
sete marinheiros mortos,
embriagados de água salgada.
À tarde tocam sinos
o repicar da morte,
enquanto isso sai o mar
outro barco com sete homens.

Composição: