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Torcendo Para o Vilão

Gabriel Delaware

Letra

    Não é a primeira vez
    Em que você entreteve um
    Pensamento malicio assim

    Feitiço do tipo europeu
    Descrito mil vezes
    Nos lábios do rei
    Nos auto falantes
    Do telefone sem fio
    De onde ouviu
    Essa trilha sonora
    Do homem

    Pobre coitado
    Os sons e imagens
    Fizeram o sofrer
    Fizeram o sofrer
    Você agora entende
    Por que existem
    Tantos irmãos e irmãs
    Se curvando ao vilão

    Torcem para o vilão
    Torcem para o vilão

    Esse frio na barriga lhe excita
    Sua boca perdeu toda a cor
    Ela tão natural quanto as torres
    Suas pernas de concreto e dor
    Tremem, vibram ao sopro dos anjos
    A desmontando andar por andar
    Abra as asas, revele o que sabe
    Eles só lhe estragam ao acreditar
    Aprendeu muito bem no passado
    Com os farelos de amor nos jardins
    Privilégio essa posição
    Ver de perto os pecados doces
    Da família do seu proprietário
    A alma que há séculos você deve
    Do que eles se alimentam e vivem
    É o seu mero dever refletir
    No amor, observando o lago
    Você escuta o que quer ouvir
    Te puxando pra dentro num beijo
    "Dessa maneira convém pra mim"
    Nessa dor, novidade afogada
    Embriagada de sangue pra si
    Tudo ganha sentido maldoso
    "Dessa maneira convém pra mim"
    Hoje o topo do arranha céu
    Arranha sua encharcada pele
    Suas janelas, artérias desertas
    Mostram a dor procurando um fim
    Prazeroso a sua história
    O gosto de sangue eleva lhe aos céus
    Suas pernas implodem em êxtase
    Descem conforme despencam os créditos

    E agora o que posso dizer?
    Eu e você, não podemos negar
    Crescemos nesse palavrão
    Vilanizando a quem discordar
    Até não aguentar
    Falta me ar nos pulmões de mentir
    Você jurou o assistir
    E sua trilha sonora ouvir
    E suas roupas bonitas vestir
    A maquiagem torta imitar
    Maquiavélica história contar
    Mentiras em miríades prover
    Mas nunca olhar num espelho e dizer
    Eu sou a porra da vilão da vida real

    Na vida real
    Imaginações
    Quando não agimos
    Largamos a mão
    Levamos a sério
    Demais a questão
    E assim acabamos
    Virando vilões

    O mal que existe
    Nas sombras reais
    O mal diferente
    Na luz cultural
    Por meio de toda
    A penumbra moral
    Seguimos calados
    Calados na vida real
    Seguimos omissos
    Na vida real
    Real
    Real
    Real


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