Chão Que Me Criou

Gabriel Medeiros

Acordo cedo com o Sol batendo na janela
Café passado, cheiro forte de canela
Bota suja, chapéu torto e fé no peito
Aqui a vida ensina do jeito perfeito

Cerca de arame, estrada de poeira
O tempo anda no passo da porteira
Enquanto a cidade corre sem parar
Aqui o coração aprende a esperar

Não é atraso, é outro ritmo
É silêncio que fala alto
Quem nasce nesse chão
Leva raiz até no asfalto

Eu sou do campo, sou do mato
Do som do galo anunciando o dia
Sou do simples, sou do certo
Sou orgulho dessa terra que me cria

Pode o mundo girar lá fora
Que eu não troco esse lugar
Meu sucesso é ter meu nome
Escrito nesse chão pra eternizar

Lua cheia clareando o curral
Moda antiga tocando no quintal
Tem amor sincero, aperto de mão
Aqui promessa vale mais que papel e assinatura no chão

Chuva caindo é festa no olhar
Cada gota é motivo pra sonhar
Quem conhece o valor do suor
Sabe que a colheita vem melhor

Não é luxo, é verdade
Não é fama, é identidade
O campo não sai de mim
É minha maior herança e lealdade

Eu sou do campo, sou do mato
Do som do galo anunciando o dia
Sou do simples, sou do certo
Sou orgulho dessa terra que me cria

Pode o mundo girar lá fora
Que eu não troco esse lugar
Meu sucesso é ter meu nome
Escrito nesse chão pra eternizar

Se eu for longe, eu levo comigo
O cheiro da terra molhada
Porque quem nasce do campo
Nunca esquece de onde vem a estrada

Eu sou do campo, isso não muda
É minha voz, minha verdade
Se um dia eu cantar pro mundo
Vai ser levando essa identidade

Pode as luzes me chamar
Que eu sei onde é meu chão
Sou do campo, sou raiz
E isso é minha canção


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