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Minha Carne, Meu Sangue

Gabriel Tenébris

O passado
A infância
O mal que veio assombrar
Destruir
Esmagar
Impedir de brilhar

Sonhos coloridos desbotam no cinza
A inocência morre onde a maldade pisa
Aprendi cedo que a vida é letal
Entre o certo e o errado, tudo é brutal
Alienação (manipulação)
Desvirtuação
Pragas que corroem a alma dos meus irmãos
Nossas crianças
Futuro da nação

Não dá mais pra aguentar
E nem mais aceitar
Cada infância manchada, a desesperança
De um futuro melhor, que jamais vai chegar

Foram anos perdidos mergulhados na dor
Suplicando ao vazio um resto de amor
Nuvem negra no céu, na minha boca o fel
Condenado ao açoite de um chicote cruel

Não dá mais

Cada cicatriz em uma alma inocente
É um grito que ecoa
Eternamente

O ciclo girou, a vida compensou
O reflexo no espelho: Pai, agora eu sou
Não projeto em ti minhas falhas e medos
Mas te guio pra longe desses velhos segredos
Minha visão, meu coração
Imperfeito e real, é minha redenção final

Planto hoje a semente que eu não recebi
Pra que o teu amanhã não sangre o que eu sangrei aqui
A nuvem dissipou, o gosto amargo passou
Pois o amor que eu te dou
Minha coroa que plantou

Eu te vi crescer, eu te vi lutar
Agora o teu ser começa a despertar
Trilha o teu caminho ao lado do meu
Honra absoluta
Que o céu me concedeu

Foi Deus quem me deu

Minha carne
Meu sangue
O presente que o senhor me deu

Foi Deus
Quem me deeu

Composição: Alan Cruz, Gabriel Tenébris. Essa informação está errada? Nos avise.

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