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Em Viagem

Gabriele Marconi

In Viaggio

E' un po' di tempo che mi pesa la vita mia da pazzi
lavoro sempre come un cane
e mai nessuno che ringrazi
ho speso tutto il tempo mio per senso del dovere
adesso dico basta, dico:
fatevi un clistere!
Basta, prendo un sacco e vado dove voglio
mi son rotto a scegliere il grano in mezzo al luglio
basta non ne posso pi? di battere le mani
? inutile cercare di drizzar le gambe ai cani
? inutile coi cani!

Datemi corda, fatemi strada,
pistaaa pistaaa !
Datemi corda, fatemi strada,
vado viaaa

Passo la frontiera sfiorando Ventimiglia
scendo lungo il Rodano in un battere di ciglia
e Saint Marie mi trovo in una bolgia zingaresca
canzoni flamencate con vino e frutta fresca.
Mi sveglio con il sole in faccia
e un mal di testa da garrota
riprendo il sacco e sulla strada riparto su una ruota
pi? o meno sotto Carcassonne
incrocio un altro disperato
mi chiede se sto andando anch'io
al ballo mascherato
cervello alluvionato!

Datemi corda, fatemi strada,
pistaaa pistaaa !
Datemi corda, fatemi strada,
vado viaaa

Pian piano questo viaggio
sta svuotando il mio cervello
non penso pi? al lavoro e a tutto quel bordello
non so pi? qual'? il limite tra dignit? e politica
cammino dove voglio e si fotta chi mi critica!
Risalgo i Pirenei col sole che mi picchia in testa
con gli occhi che mi bruciano
per questo caldo bestia
e quando penso proprio di non farcela gi? pi?
sbucando da una curva trovo il picco Monts?gur!
"strade d'Europa, stanchi, sporchi ma felici"

Datemi corda, fatemi strada,
pistaaa pistaaa !
Datemi corda, fatemi strada,
vado viaaa

E adesso sopra queste mura, alla fine della salita
ripenso ai sogni, alle sconfitte, agli amori di una vita,
c'? pace qui, e un silenzio che ti fa tornar bambino
ma non me ne frega niente:
io voglio far casino!

Datemi corda, fatemi strada,
pistaaa pistaaa !
Datemi corda, fatemi strada,
vado viaaa

Em Viagem

Já faz um tempo que a vida tá pesada pra mim
trabalho sempre como um cachorro
e nunca ninguém agradece
gastei todo meu tempo por senso de dever
agora digo chega, digo:
faz um clister!
Chega, pego um saco e vou pra onde eu quero
já cansei de escolher o trigo no meio de julho
chega, não aguento mais bater palmas
é inútil tentar endireitar as pernas dos cães
é inútil com os cães!

Me dê corda, me faça caminho,
pistaaa pistaaa !
Me dê corda, me faça caminho,
vou emboraaa

Passo a fronteira passando por Ventimiglia
descendo o Rodano num piscar de olhos
e em Saint Marie me encontro numa bagunça cigana
canções flamencas com vinho e fruta fresca.
Acordo com o sol na cara
e uma dor de cabeça de lascar
pego o saco e na estrada parto numa roda
mais ou menos sob Carcassonne
me cruzo com outro desesperado
me pergunta se eu também tô indo
pro baile de máscaras
cabeça inundada!

Me dê corda, me faça caminho,
pistaaa pistaaa !
Me dê corda, me faça caminho,
vou emboraaa

Devagar esse viagem
tá esvaziando minha cabeça
não penso mais no trabalho e em todo aquele rolo
não sei mais qual é o limite entre dignidade e política
caminho onde quero e que se dane quem me critica!
Subo os Pireneus com o sol batendo na cabeça
com os olhos ardendo
por esse calor insuportável
e quando acho que não vou conseguir mais
surgindo de uma curva encontro o pico Montségur!
"estradas da Europa, cansados, sujos mas felizes"

Me dê corda, me faça caminho,
pistaaa pistaaa !
Me dê corda, me faça caminho,
vou emboraaa

E agora em cima dessas muralhas, no final da subida
penso nos sonhos, nas derrotas, nos amores de uma vida,
há paz aqui, e um silêncio que te faz voltar a ser criança
mas não tô nem aí:
eu quero fazer barulho!

Me dê corda, me faça caminho,
pistaaa pistaaa !
Me dê corda, me faça caminho,
vou emboraaa

Composição: