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Meus Dias No Mirador

Galvão

Letra

    Das raízes mais profundas
    Trago minha inspiração
    Faço versos sem filosofia
    Vindos lá do meu sertão

    Sou da terra nordestina
    Sou a casca da aroeira
    Sou da paisagem cinzenta
    Sou a relva da ribeira

    Fiz paçoca de carne seca
    Moqueca de peixe e pirão
    Da fécula fiz tapioca
    Que eu vendia no sertão

    De taipa fiz poesia
    Rebocada com emoção
    Da dureza fiz cantiga
    Nas veredas do sertão

    Tirei couro de bode
    Debulhei milho e feijão
    Me esparramei feito maxixe
    Na babugem do sertão

    Meus dias no Mirador
    No inverno eram floridos
    E mesmo no verão
    Havia versos coloridos

    Cabaça d'água fria
    Enxada dura na mão
    Nas trilhas desse roçado
    Plantei versos no sertão

    Finquei estaca de sabiá
    Costurei boca de surrão
    Cacimbas de poesia
    Cavei muitas no sertão

    A alegria do nordestino
    É quando cai naquele chão
    Um pau d'água pai d'égua
    Criando brejo no sertão

    Meus dias no Mirador
    Afastado da cidade
    Mesmo na estação seca
    Chovia felicidade

    Aos meus filhos um pedido
    De todo o meu coração
    Se eu morrer no exílio
    Me enterrem no sertão


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