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Pirotecnia

Gato Andaluz

Piromanía

Me arruinaron la tarde voy a quemar la agencia fiscal

Perdido en el fuego se derriten los ojos
Remolinos que se forman, pétalos que caen
No sé qué estoy haciendo, estoy adulterado
¡Auxilio! ¡Auxilio! Me ando ondeando

Busco estar sereno, más que la paz
La cara oculta vida de inconformidad
Desenterrando nombres, alcanzando el Sol
En ausencia de sí mismo, de todos modos

Víctimas de la nostalgia, la ternura está olvidada
Vive tu indiferencia, arreglada por la nada
A los pies de la tiniebla, confiando en las miradas
Confusiones pisotean, deambulé por esta tierra

De cerca la psicosis, de lejos los cretinos
Tan vago el destino, no es fácil el decirlo
Quiero tenerte cerca, y no extrañarte lejos
Borrar las diferencias, que yo de lejos veo

Es mi domingo dos, la muerte en la vida
En la calle acompaña, aliento endulzado
Camino en la mañana la lengua es tan mala
Criaturas que se arrastran, crudas y tan extrañas

Voy a quemar mi casa
Para volverte a ver
Me arruinaron la noche
Voy a mi casa a verla arder

Mi danza está rota ¿podemos salir a fumar y beber?
Sin licencia ni seguridad del manual de ¿cómo no ser?
Mi danza está rota ¿me puedes servir más de beber?
Detrás de esa roca dame tu sexo para volarme la sien

Las autoridades han sido alertadas
Y los gatos inundaron la ciudad
Saben cómo usar sus pulgares
Y todos saben por dónde escapar
La muerte solo es suerte

Amanecen cuerpo y alma
Peligrosas y agitadas
Sepultadas finalmente
En la tierra olvidada

Hay preguntas que detienen el tiempo
Como la vida de un rayo que alumbra la vista de esta ciudad

Me arruinaron la noche
Voy a quemar la agencia fiscal
Me arruinaron la noche
Voy a quemar la agencia fiscal

Me arruinaron la tarde voy a quemar la agencia fiscal

Pirotecnia

Me arruinaram a tarde, vou queimar a agência fiscal

Perdido no fogo, os olhos derretem
Redemoinhos se formam, pétalas que caem
Não sei o que estou fazendo, tô alterado
Socorro! Socorro! Tô me balançando

Busco estar tranquilo, mais que a paz
A face oculta da vida de inconformidade
Desenterrando nomes, alcançando o Sol
Na ausência de si mesmo, de qualquer forma

Vítimas da nostalgia, a ternura tá esquecida
Viva sua indiferença, arrumada pela nada
Aos pés da escuridão, confiando nos olhares
Confusões pisoteiam, deambulei por essa terra

De perto a psicose, de longe os idiotas
Tão vago o destino, não é fácil dizer
Quero ter você perto, e não sentir falta longe
Apagar as diferenças, que eu de longe vejo

É meu domingo dois, a morte na vida
Na rua me acompanha, um sopro adoçado
Caminho de manhã, a língua é tão ruim
Criaturas que se arrastam, cruas e tão estranhas

Vou queimar minha casa
Pra te ver de novo
Me arruinaram a noite
Vou pra casa ver ela arder

Minha dança tá quebrada, podemos sair pra fumar e beber?
Sem licença nem segurança do manual de como não ser?
Minha dança tá quebrada, pode me servir mais pra beber?
Atrás daquela pedra, me dá seu sexo pra eu explodir a cabeça

As autoridades foram alertadas
E os gatos inundaram a cidade
Sabem como usar os polegares
E todos sabem por onde escapar
A morte é só sorte

Amanhecem corpo e alma
Perigosas e agitadas
Sepultadas finalmente
Na terra esquecida

Há perguntas que param o tempo
Como a vida de um raio que ilumina a vista dessa cidade

Me arruinaram a noite
Vou queimar a agência fiscal
Me arruinaram a noite
Vou queimar a agência fiscal

Me arruinaram a tarde, vou queimar a agência fiscal

Composição: Luis Angel Nava Lopez