exibições de letras 2.582
Letra

    Meu mouro apura o trote
    Num aguaceiro "machaço"
    Tendo a franja por sombreiro
    E o olhar em cada casco
    Pois muito pouco se vê
    Depois que o mundo desaba
    Mas o Maidana de guerra
    Sustenta o peso na aba

    Tão logo adentro o galpão
    Pro corpo cambiar de posto
    Tiro os "arreio" do pingo
    Encilho o mate a meu gosto
    Deixo por conta do tempo
    Lavar o lombo do mouro
    E busco entender porquê
    A chuva fez paradouro

    Se a chuva desce do céu
    E no sol quente regressa
    Quem se arrisca a dizer
    Onde é que a chuva começa
    Eu não sei onde ela nasce
    Mas pelo verde dos campos
    Até parece água benta
    Benzendo este pago santo

    O poncho negro descansa
    Alheio ao mundo lá fora
    Aberto como quem voa
    Chovendo feito quem chora
    Enquanto a chuva ressoa
    Junto á quincha do galpão
    Contraponteando os acordes
    Que acordam o meu violão

    A chuva que cai no sul
    Convida o pago a matear
    Dá esperança a quem planta
    E mata a sede do olhar
    Por isso indago se a chuva
    Que terra adentro se arrima
    Será o mate dos campos
    Cevado com as mãos divinas

    Composição: Eduardo Muñoz / Fabiano Bacchieri / Rui Carlos Ávila / Vinicius Russo. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gaúchos (robledo Martins e Rui Carlos Ávila) e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção