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Diário Noturno

GBH

Nocturnal Journal

Lying on my back, staring up to the sky,
thunder black clouds, I hear a distant cry.
Needle sharp start like diamonds on velvet,
and the snail trail of a shooting comet.

Everything I do - it all goes down, it all goes down,
Everything I see - it all goes down, it all goes down ..
.. it all goes down in my nocturnal journal.

Bats are flying high but, the owls don't give a hoot,
no birds singin', seems the whole world's mute.
The slightest noise, echoes through the streets,
slumber-lands bounce, to a tiny heartbeat.

Walls of old houses, still creak after all this time,
explanations don't contain no reason or rhyme.
The moon stays awake with ease,
bangin' car doors are annoying me.
The rain is coming down, started to lash,
and I'm waiting for the glass to smash.

Empty cans rattle just like skeleton shakes,
to live by night is a chance I take.
Seedy streetlamps spill, a pool of white light,
banshee screams of another cat fight.

Diário Noturno

Deitado de costas, olhando pro céu,
trovões e nuvens escuras, ouço um grito ao léu.
Começo afiado como diamantes no veludo,
e a trilha de um cometa em um céu mudo.

Tudo que eu faço - tudo desmorona, tudo desmorona,
tudo que eu vejo - tudo desmorona, tudo desmorona...
tudo desmorona no meu diário noturno.

Morcegos voam alto, mas as corujas não tão nem aí,
nenhum pássaro canta, parece que o mundo tá sem som aqui.
O menor barulho ecoa pelas ruas,
terras de sono pulsam, com um coração que flutua.

Paredes de casas antigas ainda rangem com o tempo,
explicações não têm razão, só um lamento.
A lua fica acordada com tranquilidade,
batidas de portas de carro me tiram da realidade.
A chuva tá caindo, começou a despencar,
e eu tô esperando o vidro se estilhaçar.

Latas vazias tilintam como esqueleto a tremer,
viver à noite é um risco que eu vou correr.
Lampadas de rua sujas derramam luz branca,
gritos de banshee em mais uma briga franca.

Composição: