Ancora Una Volta
Rotola quella monetina
sul tappeto verde
gira la fortuna,
gira il mondo in una mano.
C'è troppa pubblicità
per animali raffinati,
c'è troppa inutilità
e bisogni mai saziati.
C'è troppa gente
che si spezza la schiena
per un pugno di riso,
per un pugno di miseria.
La bilancia è tutta
squilibrata verso Nord,
siamo tutti uguali
ma qualcuno un po' più "uguale" c'è!
Ancora una volta
un mondo sta bussando alla mia porta
ha rughe di sudore attorno agli occhi.
Ancora una volta
un mondo sta bussando alla mia porta
ha rughe di sudore attorno agli occhi
e regge figli stanchi sui ginocchi.
Migrano come le rondini d'autunno
grandi masse di gente
inseguendo l'illusione.
La popolazione aumenta
è un'iperbole che sale,
una continua sfida
all'Occidente nucleare.
Dormono sopra i cartoni
lungo i marciapiedi
lì davanti alla festa
extasy del sabato sera.
Lentamente andiamo
verso la mondialità
presto un mondo unito
sarà una necessità.
Ancora una volta...
Mais Uma Vez
Rola essa moedinha
no tapete verde
vira a sorte,
vira o mundo em uma mão.
Tem muita publicidade
para animais refinados,
tem muita inutilidade
e desejos nunca saciados.
Tem muita gente
que se quebra nas costas
por um punhado de risos,
por um punhado de miséria.
A balança tá toda
desequilibrada pra cima,
somos todos iguais
mas tem alguém um pouco mais "igual"!
Mais uma vez
um mundo tá batendo na minha porta
com rugas de suor ao redor dos olhos.
Mais uma vez
um mundo tá batendo na minha porta
com rugas de suor ao redor dos olhos
e segurando filhos cansados nos joelhos.
Migrando como as andorinhas no outono
grandes massas de gente
correndo atrás da ilusão.
A população aumenta
é uma hipérbole que sobe,
uma constante desafio
ao Ocidente nuclear.
Dormem em cima de papelão
pelos calçadões
ali na frente da festa
euforia do sábado à noite.
Devagar vamos
em direção à globalização
logo um mundo unido
será uma necessidade.
Mais uma vez...
Composição: C. Casucci / V. Ciprì