The Magician
When the smoke clears, what is left?
Goodbye, goodbye
Drop a kid in gasoline
And give him a lit match
And slap him on the ass
When he lights himself aflame
Like the man who pays his wife
Two hundred pounds to have sex
'Cause it's the only way he can cum
Like the girl, born a princess
Too early or too late
Who waits and waits and knows she'll never be queen
What's left? What's left?
The senile cat's incessant meow
The children's favourite canned cow
The soundtrack of an unkempt house
The soundtrack of an abandoned spouse
What's left?
The whirring cogs of futile despair
The anguish of answered prayers
The writhing mass of moaning torment
What's left?
You lure a fly to a blazing lamp
Shut the lid tight
And watch it dance about
'Til it dies
Like Sirin's chimp
Who, when given a pen
Draws only the bars of his cage
Like the gown unworn
Like the lawn overgrown
Like the car, all rust
Like the lungs, black with tar
Like the bones, black with dust
Like the heart, black with shame
Like the eyes, black with age
Like the infant spinning in a formaldehyde grave
Like his mouth still open, crying out to be saved
What is left?
What is left?
What is left?
What is left?
I'm hiding from the government
My fictional wife
From my dreams and my memories
I'm hiding from my life
I'm hiding from you, I'm hiding from you
I'm hiding from you
I'm hiding from my mistress
And her dream sextets
I’m hiding from my family
I’m hiding from the explanation
Of all I’ve been doing wrong
I'm hiding from you, I'm hiding from you
I'm hiding from you
I'm hiding from your lips
I'm hiding from your mouth
I’m hiding from your room
I’m hiding from doubt
I’m hiding from living
I’m hiding from everything
When did I meet you?
Maybe three years ago
So much has happened since
You were a million fears ago
So many since have taken your place
A million more things to keep me awake
No, I don't sleep any more
I just rest my eyes
I'm running from your lips
I'm running from your cries
Your convulsions that crack
The crust of the earth
Your pantomime moans
So forced, so rehearsed
Your little tongue
That moves mountains
That moves man to madness
Your little tongue
That deceives and administers lies/life
Your little tongue in the ocean
The iceberg that kills
Your little tongue in my mouth
Your little blade in my side
You're the first I call
But I hate the sound of your voice
I hate the words you use
The phrases you think so choice
But I'd kiss you a million times
If you'd only turn your head
You'll never turn your head
Because just like me, you're not alive, you're dead
In the German Black Forest of which I know nothing
I dream you ride a black horse
Back and forth
Back and forth
With no compass to follow
Or landmark to reach
You perambulate aimlessly through nondescript trees
In the nondescript forest
Of which I know nothing
And can't visualise
Save your faint silhouette
And I clutch and it evades
And I awake from the dream
No, none of it’s real
I don’t sleep, I don’t sleep!
I wander through cavernous thoughts
And regret
Through nothingness, through sagas
That never took place
Your kiss, never given
And your touch, never felt
Your words, never spoken
Your gift, never dealt
Your lies, all around
Your deceit, infinite
I’m hiding from your never ending torrent of shit
Like the spouse happily married
Who still lies alone
Like the world famous actor
Still completely unknown
Like the German Black Forest
Of you, I know nothing
I know not your eyes, your skin, your stench, your sins
Your arms, your hold, your heart, your folds, your nails
Your grip, your grin, your tics, your sex, your shame
I know only your name
What’s left of the lover
Who doesn’t exist?
Who knows not how many fantasies
Involve her kiss?
What’s left of the dreamer
Who dreams, and dreams, and dreams, and dreams, and dreams
Who thinks he isn’t dreaming
Who thinks he is free?
And what of the endless, heedless, ennui?
Will it leave me be? No!
When the smoke clears, it remains your name
When the smoke clears, it remains, it remains
When the smoke clears, it rains, it rains
When the smoke clears, it's all I'll have left
Like the Magician who disappears from no one
He speaks until his lies become
Like the Magician disappears
Like the Magician disappears from
He speaks until his voice becomes
He disappears after
O Mágico
Quando a fumaça se dissipa, o que sobra?
Adeus, adeus
Joga uma criança na gasolina
E dá um fósforo aceso
E dá uma palmada na bunda
Quando ele se incendeia
Como o homem que paga à esposa
Duzentas libras pra transar
Porque é a única forma de gozar
Como a garota, nascida princesa
Cedo demais ou tarde demais
Que espera e espera e sabe que nunca será rainha
O que sobra? O que sobra?
O miado incessante do gato senil
A vaca enlatada favorita das crianças
A trilha sonora de uma casa bagunçada
A trilha sonora de um cônjuge abandonado
O que sobra?
As engrenagens zumbindo da desesperança fútil
A angústia das orações atendidas
A massa contorcida de tormento gemendo
O que sobra?
Você atrai uma mosca para uma lâmpada ardente
Fecha a tampa bem apertada
E assiste ela dançar
Até morrer
Como o macaco da Sirin
Que, quando ganha uma caneta
Desenha apenas as barras da sua jaula
Como o vestido não usado
Como o gramado crescido
Como o carro, todo enferrujado
Como os pulmões, pretos de alcatrão
Como os ossos, pretos de poeira
Como o coração, preto de vergonha
Como os olhos, pretos de idade
Como o bebê girando em um túmulo de formol
Como sua boca ainda aberta, gritando para ser salvo
O que sobra?
O que sobra?
O que sobra?
O que sobra?
Estou me escondendo do governo
Da minha esposa fictícia
Dos meus sonhos e das minhas memórias
Estou me escondendo da minha vida
Estou me escondendo de você, estou me escondendo de você
Estou me escondendo de você
Estou me escondendo da minha amante
E seus sextetos de sonho
Estou me escondendo da minha família
Estou me escondendo da explicação
De tudo que tenho feito de errado
Estou me escondendo de você, estou me escondendo de você
Estou me escondendo de você
Estou me escondendo dos seus lábios
Estou me escondendo da sua boca
Estou me escondendo do seu quarto
Estou me escondendo da dúvida
Estou me escondendo de viver
Estou me escondendo de tudo
Quando eu te conheci?
Talvez há três anos
Tanta coisa aconteceu desde então
Você era um milhão de medos atrás
Tantos outros tomaram seu lugar
Um milhão de coisas a mais para me manter acordado
Não, eu não durmo mais
Eu só descanso os olhos
Estou fugindo dos seus lábios
Estou fugindo dos seus gritos
Suas convulsões que racham
A crosta da terra
Seus gemidos de pantomima
Tão forçados, tão ensaiados
Sua linguinha
Que move montanhas
Que leva o homem à loucura
Sua linguinha
Que engana e administra mentiras/vida
Sua linguinha no oceano
O iceberg que mata
Sua linguinha na minha boca
Sua lâmina na minha lateral
Você é a primeira que eu chamo
Mas eu odeio o som da sua voz
Eu odeio as palavras que você usa
As frases que você acha tão escolhidas
Mas eu te beijaria um milhão de vezes
Se você apenas virasse a cabeça
Você nunca vai virar a cabeça
Porque assim como eu, você não está viva, você está morta
Na Floresta Negra da Alemanha, da qual eu não sei nada
Eu sonho que você monta um cavalo preto
De um lado para o outro
De um lado para o outro
Sem bússola para seguir
Ou marco para alcançar
Você perambula sem rumo por árvores sem graça
Na floresta sem graça
Da qual eu não sei nada
E não consigo visualizar
A não ser sua silhueta tênue
E eu agarro e ela escapa
E eu acordo do sonho
Não, nada disso é real
Eu não durmo, eu não durmo!
Eu vagueio por pensamentos cavernosos
E arrependimento
Por nada, por sagas
Que nunca aconteceram
Seu beijo, nunca dado
E seu toque, nunca sentido
Suas palavras, nunca ditas
Seu presente, nunca entregue
Suas mentiras, por toda parte
Seu engano, infinito
Estou me escondendo da sua torrente interminável de merda
Como o cônjuge felizmente casado
Que ainda mente sozinho
Como o ator famoso mundialmente
Ainda completamente desconhecido
Como a Floresta Negra da Alemanha
De você, eu não sei nada
Não conheço seus olhos, sua pele, seu fedor, seus pecados
Seus braços, seu abraço, seu coração, suas dobras, suas unhas
Seu aperto, seu sorriso, seus tiques, seu sexo, sua vergonha
Eu só conheço seu nome
O que sobrou da amante
Que não existe?
Que não sabe quantas fantasias
Envolvem seu beijo?
O que sobrou do sonhador
Que sonha, e sonha, e sonha, e sonha, e sonha
Que pensa que não está sonhando
Que pensa que é livre?
E o que dizer da interminável, descuidada, tédio?
Vai me deixar em paz? Não!
Quando a fumaça se dissipa, permanece seu nome
Quando a fumaça se dissipa, permanece, permanece
Quando a fumaça se dissipa, chove, chove
Quando a fumaça se dissipa, é tudo que me restará
Como o Mágico que desaparece de ninguém
Ele fala até suas mentiras se tornarem
Como o Mágico desaparece
Como o Mágico desaparece de
Ele fala até sua voz se tornar
Ele desaparece depois