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A Estrada da Porta dos Fundos

Georgina Leon

La Vereda de La Puerta de Atrás

Si no fuera porque ahí se colocado
El camino de tu espera
Me habría desconectado;
Convencido
Que estás en el tejado
Esperando a ver si llego yo.
Y si fuera
Mi vida una escalera
Me la he pasado entera
Buscando el siguiente escalón,
Condenado
A mirarte desde fuera
Y dejar que te tocara el sol.

Y dejar de lado la vereda de la puerta de atrás
Por donde te vi marchar
Como una regadera que la hierba hace que vuelva a brotar
Y ahora todo es campo ya.
Sus soldados
Son flores de madera
Y mi ejército no tiene
Bandera, es sólo un corazón
Condenado
A vivir entre malezas
Sembrando flores de algodón.

Si te espera
La muerte traicionera
Y antes de repartirme
Del todo, me veo en un cajón,
Que te entierren
Con la picha por fuera
Pa que se la coma un ratón.
Y muere a todas horas gente dentro de mi televisor ;
Quiero oír alguna canción
Que no hable de sandeces y que diga que no sobra el amor
Y que empiece en sí y no en no.
Y dejar de lado la vereda de la puerta de atrás
Por donde te vi marchar
Como una regadera que la hierba hace que vuelva a brotar
Y ahora todo es campo ya.
Y a falta de guitarra dice
Na na na na na na
Na na na na na na

Dices que a veces no comprendes qué dice mi voz .
¿cómo quieres que sepa yo lo que digo?
Si entre los dedos se me escapa volando una flor
Y yo la dejo que me marque el camino

Dices que a veces no comprendes qué dice mi voz
-¿cómo quieres que esté dentro de tu ombligo?-
Si entre los dedos se me escapa volando una flor
Y ella solita va marcando el camino.

Na na na na na na
Na na na na na na
Na na na na na na
Na na na

A Estrada da Porta dos Fundos

Se não fosse porque ali se colocou
O caminho da sua espera
Eu teria me desconectado;
Convencido
Que você está no telhado
Esperando pra ver se eu chego.
E se fosse
Minha vida uma escada
Eu passei ela inteira
Buscando o próximo degrau,
Condenado
A te olhar de fora
E deixar que o sol te tocasse.

E deixar de lado a estrada da porta dos fundos
Por onde te vi partir
Como um regador que a grama faz voltar a brotar
E agora tudo é campo já.
Seus soldados
São flores de madeira
E meu exército não tem
Bandeira, é só um coração
Condenado
A viver entre ervas daninhas
Sembrando flores de algodão.

Se te espera
A morte traiçoeira
E antes de me repartir
Por completo, me vejo em um caixão,
Que te enterrem
Com a pica pra fora
Pra um rato comer.
E morre a toda hora gente dentro da minha televisão;
Quero ouvir alguma canção
Que não fale de besteiras e que diga que o amor não é demais
E que comece em sim e não em não.
E deixar de lado a estrada da porta dos fundos
Por onde te vi partir
Como um regador que a grama faz voltar a brotar
E agora tudo é campo já.
E na falta de guitarra diz
Na na na na na na
Na na na na na na

Dizes que às vezes não compreende o que diz minha voz.
Como quer que eu saiba o que digo?
Se entre os dedos me escapa voando uma flor
E eu deixo que ela me marque o caminho.

Dizes que às vezes não compreende o que diz minha voz
-Como quer que eu esteja dentro do seu umbigo?-
Se entre os dedos me escapa voando uma flor
E ela sozinha vai marcando o caminho.

Na na na na na na
Na na na na na na
Na na na na na na
Na na na

Composição: