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A Enfermeira

Gerson & Coutinho

Como um anjo branco entre os pacientes
Vai a enfermeira qual pomba do amor
Com os seus cuidados, revivendo vidas
Levando consolo onde existe dor

Por entre mil quartos e paredes brancas
Vai a enfermeira, anjo protetor
Levando afeto aos corações que sofrem
Fazendo espinho transformar-se em flor

Você só não cura esta minha fossa
E a culpa é vossa de eu sofrer assim
Só o seu carinho me despertaria
Luz de um novo dia no interior de mim

Por doar-se aos outros a enfermeira esquece
Que também são tantos os problemas seus
E ao realizar-se no dever cumprido
Ela está contente por estar com Deus

Mas não compreende que atirou minh'alma
Num cruel inferno de trevas e dor
Na desesperança de esperar por ela
Já não tem mais cura o meu mal de amor

Você só não cura esta minha fossa
E a culpa é vossa de eu sofrer assim
Só o seu carinho me despertaria
Luz de um novo dia no interior de mim

Composição: Jose Fortuna, Carlos Cezar