A Enfermeira
Gerson & Coutinho
Como um anjo branco entre os pacientes
Vai a enfermeira qual pomba do amor
Com os seus cuidados, revivendo vidas
Levando consolo onde existe dor
Por entre mil quartos e paredes brancas
Vai a enfermeira, anjo protetor
Levando afeto aos corações que sofrem
Fazendo espinho transformar-se em flor
Você só não cura esta minha fossa
E a culpa é vossa de eu sofrer assim
Só o seu carinho me despertaria
Luz de um novo dia no interior de mim
Por doar-se aos outros a enfermeira esquece
Que também são tantos os problemas seus
E ao realizar-se no dever cumprido
Ela está contente por estar com Deus
Mas não compreende que atirou minh'alma
Num cruel inferno de trevas e dor
Na desesperança de esperar por ela
Já não tem mais cura o meu mal de amor
Você só não cura esta minha fossa
E a culpa é vossa de eu sofrer assim
Só o seu carinho me despertaria
Luz de um novo dia no interior de mim



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