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Cartas Amarelas

Gerson Galván

Cartas Amarillas

Soñé que volvía a amanecer
Soñé con otoños ya lejanos
Mi luz se ha apagado
Mi noche ha llegado

Busqué tu mirada y no la hallé
La lluvia ha dejado de caer
Sentado en la playa del olvido
Formé con la arena
Tu imagen serena
Tu pelo con algas dibujé

Y busqué entre tus cartas amarillas
Mil te quiero, mil caricias
Y una flor que entre dos hojas se durmió
Y mis brazos vacíos se cerraban
Aferrándose a la nada
Intentando detener mi juventud

Al fin hoy he vuelto a la verdad
Mis manos vacías te han buscado
La hiedra ha crecido
Y el Sol se ha dormido
Te llamo y no escuchas ya mi voz

Y busqué entre tus cartas amarillas
Mil te quiero, mil caricias
Y un flor que entre dos hojas se durmió
Y mis brazos vacíos se cerraban
Aferrándose a la nada
Intentando detener mi juventud

Cartas Amarelas

Sonhei que amanhecia novamente
Sonhei com outonos já distantes
Minha luz se apagou
Minha noite chegou

Procurei teu olhar e não encontrei
A chuva parou de cair
Sentado na praia do esquecimento
Formei com a areia
Tua imagem serena
Teu cabelo com algas desenhei

E busquei entre suas cartas amarelas
Mil eu te amo, mil carícias
E uma flor que entre duas folhas adormeceu
E meus braços vazios se fechavam
Se agarrando ao nada
Tentando deter minha juventude

Finalmente hoje voltei à realidade
Minhas mãos vazias te procuraram
A hera cresceu
E o Sol adormeceu
Te chamo e não ouves mais minha voz

E busquei entre suas cartas amarelas
Mil eu te amo, mil carícias
E uma flor que entre duas folhas adormeceu
E meus braços vazios se fechavam
Se agarrando ao nada
Tentando deter minha juventude

Composição: Juan Carlos Calderón