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Piedade, minha pomba

Gianni Morandi

Pieta' colomba mia

Le mura son crollate,
pugna senza vita.
Babele è gia' caduta.
Sotto le macerie i topi crepano,
ma chi nacque colomba le sue ali stendera'.
In alto volera'.
In alto volera'.

Tu stai volando gia',
colomba mia.
Il mondo tuo non era il mondo mio.
Chi è bianco come te
non ha paura
e vola in alto,
vola, anima pura.
Perdono, amore mio,
colomba mia.
Questo cilicio ha stretto il corpo tuo,
ma le ferite che ti ho dato io,
ti han fatto assai piu' male,
anima pura.

Le palpebre cucite,
non credevo.
Ora che queste mura son cadute.
Il topo fugge quando c'è la luce.
Amore mio, pieta',
dammi le ali.

Le palpebre cucite,
non vedevo,
marcivo nelle fogne,
mi dannavo.
Amore mio, pieta',
dammi le ali.
Amore mio, pieta',
voglio le ali.

Amore mio, pieta',
dammi le ali.
Dammi le ali.
Amore mio, pieta',
dammi le ali.
Voglio le ali
Amore mio, pieta',
dammi le ali.
Dammi le ali.

Piedade, minha pomba

As paredes desabaram,
pugna sem vida.
Babel já caiu.
Debaixo dos escombros os ratos morrem,
mas quem nasceu pomba suas asas estenderá.
Vai voar alto.
Vai voar alto.

Você já está voando,
pomba minha.
Seu mundo não era o meu.
Quem é branco como você
não tem medo
e voa alto,
voa, alma pura.
Perdão, meu amor,
pomba minha.
Esse cilício apertou seu corpo,
mas as feridas que eu te causei,
te fizeram muito mais mal,
alma pura.

As pálpebras costuradas,
não acreditava.
Agora que essas paredes caíram.
O rato foge quando há luz.
Meu amor, piedade,
dê-me as asas.

As pálpebras costuradas,
não via,
apodrecia nos esgotos,
me condenava.
Meu amor, piedade,
dê-me as asas.
Meu amor, piedade,
quero as asas.

Meu amor, piedade,
dê-me as asas.
Dê-me as asas.
Meu amor, piedade,
dê-me as asas.
Quero as asas.
Meu amor, piedade,
dê-me as asas.
Dê-me as asas.

Composição: