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Árvores

Gianni Togni

Alberi

Già è un po' libertà
stare qui sotto un albero a riposare
così nell'immensità
non c'è posto più bello per dormire
se hai perso le ultime mille lire
e non sai più dove stai
ti leggi un libro intero nel sacco a pelo
ti svegli e vedi il cielo
che sta sempre là

Già via dalla città
ci si va per vivere respirare
in cerca di novità
come fa un aquilone prima di atterrare
allora è più bello anche parlare
più bello restare in due
che si fa colazione col vino il sole
e poi che sensazione
la calma che c'è in me

Alberi
là sotto le nuvole
intorno alle casupole
in fila a chilometri
attraversando questa vita
dove ci porta chissà

Lontani da tutto il traffico
il cielo si muove ed è uno spettacolo
vedrai che mai mai e mai finirà

Già è un po' libertà
stare qui sotto una quercia antica
così un'eternità
passerà sfogliando una margherita
seguendo la strada di una formica
e il sole che se ne va
quattro passi sull'erba di questa Italia
verso la campagna e la tranquillità

Alberi
là sotto le nuvole
come fosse un'abitudine
con po' d'inquietudine
attraversando questa vita
dove ci porta chissà

Lontani da tutto il traffico
il cielo si muove ed è uno spettacolo
vedrai che mai mai e mai finirà.

Árvores

Já é um pouco de liberdade
estar aqui debaixo de uma árvore descansando
assim na imensidão
não há lugar mais bonito pra dormir
se você perdeu as últimas mil reais
e não sabe mais onde está
você lê um livro inteiro no saco de dormir
acorda e vê o céu
que está sempre lá

Já longe da cidade
vamos pra viver, respirar
em busca de novidades
como faz um papagaio antes de pousar
então é mais bonito até conversar
mais bonito ficar em dois
que se toma café da manhã com vinho e sol
e depois que sensação
a calma que há em mim

Árvores
lá debaixo das nuvens
em volta das casinhas
em fila por quilômetros
atravessando essa vida
donde nos leva, quem sabe

Longe de todo o trânsito
o céu se move e é um espetáculo
você vai ver que nunca, nunca, nunca vai acabar

Já é um pouco de liberdade
estar aqui debaixo de um carvalho antigo
assim uma eternidade
passará folheando uma margarida
seguindo o caminho de uma formiga
e o sol que se vai
quatro passos na grama dessa Itália
rumo ao campo e à tranquilidade

Árvores
lá debaixo das nuvens
como se fosse um hábito
com um pouco de inquietude
atravessando essa vida
donde nos leva, quem sabe

Longe de todo o trânsito
o céu se move e é um espetáculo
você vai ver que nunca, nunca, nunca vai acabar.

Composição: