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Astronauta

Gianni Togni

Astronauta

Dove sto
che cos'ho
sono vivo oppure no
non lo so
vedo
cosa c'è
dietro di me
volti quasi di uomini
polvere
io li vedo
corpi che
girano
grandi cuori che battono
gridano
vedo
occhi che
scrutano
strane bocche che chiamano
proprio me

io vorrei scappare via lontano da qui
ma una voce dal silenzio dice così:

non devi avere paura di me
una volta ero anch'io come te
avevo un lavoro e una donna in città
mille secoli fa, mille secoli fa

Guardo se
sopra di me
c'è una strada da prendere
ma non c'è
vedo
mani che
cercano
di toccare le mani mie
stringerle

dopo mille viaggi nello spazio son qui
ma la voce del silenzio dice così:

E' qui che finisce il grande infinito amico altra strada non c'è
siamo abitanti del nulla le ombre di un'ombra e anche te

Coro:
ora che sei con me (sono nulla oramai)
ora sei come noi (no,io posso cambiare)
amico qui niente puoi (io voglio partire)
ora è impossibile (io voglio tornare)

Dove sto
che cos'ho
sono vivo oppure no
non lo so
vedo
polvere
polvere
come un misto di nuvole
cenere
io li vedo
uomini
anime
che nell'aria si perdono
vagano
vedo
occhi che
piangono
strane bocche che parlano
proprio a me

porterei la mia astronave fuori da qui
ma la voce del silenzio dice così:

E' qui che finisce il grande infinito amico altro spazio non c'è
siamo abitanti del nulla le ombre di un'ombra e anche te

Coro:
ora che sei con me (sono nulla oramai)
ora sei come noi (no,io posso cambiare)
amico qui niente puoi (io voglio partire)
ora è impossibile (io voglio tornare)
è troppo tardi ormai

Astronauta

Onde estou
o que eu tenho
estou vivo ou não
não sei
vejo
o que há
detrás de mim
rostos quase de homens
poeira
eu os vejo
corpos que
rodopiam
grandes corações que batem
gritam
vejo
olhos que
espreitam
boquinhas estranhas que chamam
justamente a mim

eu queria fugir bem longe daqui
mas uma voz do silêncio diz assim:

não precisa ter medo de mim
uma vez eu também fui como você
tinha um trabalho e uma mulher na cidade
mil séculos atrás, mil séculos atrás

Olho se
acima de mim
há um caminho a seguir
mas não tem
vejo
mãos que
tentam
tocar as minhas mãos
apertá-las

depois de mil viagens no espaço estou aqui
mas a voz do silêncio diz assim:

É aqui que termina o grande infinito amigo, não há outro caminho
somos habitantes do nada, as sombras de uma sombra e você também

Refrão:
hora que você está comigo (sou nada agora)
hora você é como nós (não, eu posso mudar)
amigo aqui nada você pode (eu quero partir)
hora é impossível (eu quero voltar)

Onde estou
o que eu tenho
estou vivo ou não
não sei
vejo
poeira
poeira
como uma mistura de nuvens
cinzas
eu os vejo
homens
almas
que no ar se perdem
vagam
vejo
olhos que
choram
boquinhas estranhas que falam
justamente a mim

eu levaria minha nave espacial pra fora daqui
mas a voz do silêncio diz assim:

É aqui que termina o grande infinito amigo, não há outro espaço
somos habitantes do nada, as sombras de uma sombra e você também

Refrão:
hora que você está comigo (sou nada agora)
hora você é como nós (não, eu posso mudar)
amigo aqui nada você pode (eu quero partir)
hora é impossível (eu quero voltar)
é tarde demais agora

Composição: