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Uma Consciência de Classe

Gianni Togni

Una Coscienza Di Classe

Il mio amore è troppo malinconia
per un'oasi di te per le solite risolte
discorsi e il senso di sottile malia
parole che all'incubatrice son tolte

Ad un album grigio è dirottato
il tempo distratto quand'eri fanciulla
ora ti specchi fraintesa nel ricordo affumicato
sorridi d'un tratto ti empi di nulla

E ancora ritrovi l'impronta intatta
nelle spocchiose foto dell'amore in ritardo
alle difficili lacrime malizia disfatta
del silenzio ingoiato col fascino sguardo

Avanzava di stralcio a pugno chiuso
un corteo di disperazioni
anelito alla vita mai stanco per l'uso
gridando al sole le sue umiliazioni

Si aspetta al portone di cui senza le chiavi
l'aprirsi la finestra che qualcosa accadrà
e la casa è la vita e tu mi domandavi
di cancellarla ma per morire ci vuole umiltà

Con l'eco sospesa nel cuore salire le scale
accompagnandomi in te distinsi stupore nel viso
ricamato alle unghie nere l'ambiguo ditale
della femminilità tradotta per poco in sorriso

Allora il mio coraggio era troppo corto
per resistere al richiamo del dolore usuraio
poi finalmente decisi di uccidere il morto
che ero io e lasciare in me l'operaio

Compagno in fabbrica talvolta mi fermo a guardarti
e tu non ne capisci il motivo
lavorare è amare ed io per parlarti
dovevo raggiungerti ora finalmente vivo
Signora ti lascerò l'inventario
non del mio talento ma del mio cuore proletario

Uma Consciência de Classe

Meu amor é muita melancolia
para um oásis de você, para as mesmas resoluções
conversas e o sentido de uma sutil magia
palavras que foram tiradas da incubadora

A um álbum cinza foi desviado
o tempo distraído quando você era menina
agora você se reflete, mal interpretada na lembrança embaçada
sorrindo de repente, se enche de nada

E ainda encontra a impressão intacta
nas fotos cheias de orgulho do amor atrasado
das difíceis lágrimas, malícia derrotada
do silêncio engolido com o olhar encantador

Avançava de forma desleixada, com o punho cerrado
um cortejo de desesperos
anelo à vida, nunca cansado pelo uso
gritando ao sol suas humilhações

Se espera no portão, do qual sem as chaves
abrindo a janela, que algo vai acontecer
e a casa é a vida e você me perguntava
de apagá-la, mas para morrer é preciso humildade

Com o eco suspenso no coração, subindo as escadas
acompanhando-me em você, distingui espanto no rosto
bordado nas unhas negras, o ambíguo dedal
da feminilidade traduzida por pouco em sorriso

Então, minha coragem era curta demais
para resistir ao chamado da dor usurária
depois finalmente decidi matar o morto
que eu era e deixar em mim o operário

Companheiro na fábrica, às vezes me paro pra te olhar
e você não entende o motivo
trabalhar é amar e eu, pra te falar,
precisava te alcançar, agora finalmente vivo
Senhora, deixarei o inventário
não do meu talento, mas do meu coração proletário

Composição: