Feitoria
Giba Giba
Negro moleque, mulambo
De tunda, na cacunda
Fula linho pra tecê
Feitoria pra fiá
Trabalhar até morrer ô
Trabalhar, trabalhar olê
Trabalhar até morrer
Da fazenda Santa Cruz
Pro rincão de Canguçu
Pais e filhos e mães negras
As mãos negras para o Sul
Fazer linho, enrolar linho
Dia e noite, noite e dia
Banzo, tunda na cacunda
Real feitoria, real feitoria
Feitoria pra fiá
Trabalhar até morrer ô
Trabalhar, trabalhar olê
Trabalhar até morrer
Quarenta anos passaram
Canguçu e Rio dos Sinos
Chegam outros de outras águas
Mulheres, homens, meninos
As mãos brancas para o sul
Pára então na feitoria
Quem ficou para viver
Matar gado pra salgar
Trabalhar até morrer, ô
Trabalhar, trabalhar olê
Trabalhar até morrer
Cabeças loiras cobertas
Ao teto da feitoria
Hoje dormem descansadas
Pois trabalham todo dia
Carapinhas se espalharam
Charqueadas, piratini
Que o loiro não tem escravos
Não podem ficar aqui
Matar gado pra salgar
Trabalhar até morrer, ô
Trabalhar, trabalhar olê
Trabalhar até morrer
Negro moleque, mulambo
De tunda, na cacunda
Fula linho pra tecê
Negro moleque, mulambo
De tunda, na cacunda
Fula linho pra tecê
Negro moleque, mulambo
De tunda, na cacunda
Fula linho pra tecê



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