Se adesso fossi vento
Se diventassi vento
Io mi solleverei
Al fresco della notte
Io mi distenderei
Per sentire dall'alto
L'anima delle città
E inventare correnti d'aria
Che nessuno sa
Se fossi come il vento
Io ti raggiungerei
Per darti un po' di fiato
Più forte soffierei
Tra i portoni, i palazzi e le piazze
Della tua città
E inventare anche un suono diverso
E che nessuno sa
E da solo me ne andrei
Da solo precipiterei
Sui marciapiedi e nelle case
E poi trovare la tua voce
In una stanza senza luce
Senza parole ad aspettare
Se adesso fossi vento
Io non mi fermerei
Sapendo che non può e non sa
Fermarsi mai
Non può fermarsi mai
(Inventare correnti d'aria)
Fermarsi mai
E da solo me ne andrei
Da solo precipiterei
Ad annusare le distanze
E trascinare le parole
Dentro silenzi da riempire
Senza paura di cadere giù
Da solo mi allontanerei
Da ciò che è sempre tutto uguale
Da troppo tempo è sempre uguale
Da troppo tempo è tutto uguale
Non cambia niente
Resta tutto uguale
Se agora eu fosse vento
Se eu me tornasse vento
Eu me elevaria
Na frescura da noite
Eu me estenderia
Para sentir do alto
A alma das cidades
E inventar correntes de ar
Que ninguém sabe
Se eu fosse como o vento
Eu te alcançaria
Para te dar um pouco de ar
Sopraria mais forte
Entre as portas, os prédios e as praças
Da tua cidade
E inventar também um som diferente
Que ninguém sabe
E sozinho eu iria embora
Sozinho eu cairia
Nas calçadas e nas casas
E então encontrar a tua voz
Num quarto sem luz
Sem palavras esperando
Se agora eu fosse vento
Eu não pararia
Sabendo que não pode e não sabe
Parar nunca
Não pode parar nunca
(Inventar correntes de ar)
Nunca parar
E sozinho eu iria embora
Sozinho eu cairia
Cheirar as distâncias
Arrastar as palavras
Dentro de silêncios a preencher
Sem medo de cair
Sozinho eu me afastaria
Do que é sempre igual
Há muito tempo é sempre igual
Há muito tempo é tudo igual
Nada muda
Tudo continua igual