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Nos Cafundós do Meu Pago

Gildinho

Letra

    Minuano assobiando
    Empurrando uma garoa
    Um espelho d'água na várzea
    Tristonha a garça que voa

    Levando a gola do poncho
    Chapéu desaba por riba
    É o ritual das invernias
    Mês de agosto que castiga
    Quem ganha pão no arreio
    Não corta volta pra lida

    Desencilho no galpão
    Pra o Baio, milho quebrado
    Num gancho de Coronilha
    Chora um sombreiro encharcado

    Por riba de uma carreta
    Meu velho poncho estendido
    Assobiando qualquer coisa
    Mesmo só, vivo entretido
    Peleando com a saudade
    Que insiste a morar comigo

    Me aninho nos pelegos
    Pra enfrentar a noite fria
    Meu velho rádio de pilha
    Vai e volta a sintonia

    Ringe o galo do fogão
    O minuano assobia
    Vai ser frio de renguear cusco
    O radialista anuncia
    Tenho que saltar bem cedo
    Tem lida pra todo o dia

    Meus amigos me perguntam
    Se eu já não estou cansado
    Eu devia largar tudo
    E ir morar no povoado

    Vou fazer o que na cidade
    Se eu só sei gritar com o gado?
    Só vou pra comprar meus vícios
    Em domingos e feriados
    Gosto de viver solito
    Nos cafundó do meu pago

    " Quem nasceu de alma pura
    Sabe o valor do seu chão
    Trás a franqueza na alma
    E o amor no coração

    Por isso, rezo a Deus
    Que me dê força na vida
    Pra continuar nesse mundo
    Honrando a terra querida "


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