Ladainha da Remissão
Gildomar Marinho
Pelo grito de palavras distorcidas
Pelo fogo das paixões inacabadas
Pelo dito popular olho por olho
Pelo ócio, pai de toda criação
Pelo erro cometido no passado
Pelo amor que aquela moça me vendeu
E ao perdão que sei que Deus nos concedeu
Pelo preço irrisório do amor
Quantos terços hei de rezar?
Quantas contas do meu colar eu contarei?
Quantas vezes eu me ajoelharei
Até ver redimir do meu cantar
Balacobaco baco do baco do bê parara
Balacobaco baco do baco do bê parara
Balacobaco baco do baco do bê parara
Balacobaco baco do baco do bê parara
Pelo preço do pãozinho da quitanda
Pela vida, essa vidinha daqui mesmo
Pelo preço da redinha na varanda
Pelo ócio, pai de toda criação
Pelo tolo que só pensa em seu passado
Pelo tolo que só pensa em seu presente
Pelo tolo que só pensa em seu futuro
Pela alma, presa em toda encarnação
Quantos terços hei de rezar?
Quantas contas do meu colar eu contarei?
Quantas vezes eu me ajoelharei
Até ver redimir do meu cantar
Até ver redimir do meu cantar
Até ver redimir do meu cantar
Balacobaco baco do baco do bê parara
Balacobaco baco do baco do bê parara



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