Pedras de Cantaria
Gildomar Marinho
Pedra de Cantaria
Se eu pudesse alcantararia
Ao som dos tambores
Em São Luis, Maranhão
Dia de festança, dança, o teu povo todo dança
Tuas negras dançam, trançam pés, batem mãos
Paralelepípedos, desenham teu epíteto
Terra de casarões de ontem
Ah, se o tempo, desse um tempo
Eu lapidaria ao vento
Sem nenhuma pressa, um poema-canção
Sobre as pedras de cantaria
Há sangue de gente, uma história
De suor de lida e de festa
Que teus filhos hoje celebram
Sobre as pedras de cantaria
Lusas, africanas e nossa
Pedra de cantaria, se eu pudesse
Nas entranhas dos teus sobrados
Mordomos régios, se revezam
Num reinado de (con)tradições
Se no teu tambor, tem crioula
No teu pelourinha uma prece
E no andor o Divino em celebração
Minha pedra de cantaria
Se eu pudesse eu festejaria
Com teus filhos, filhos de Deus
Como minha sina é saudade
Sigo murmurando esses versos
Pra não me afastar de você



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