La bugia
Credo nella bugia
quando un bambino si nasconde
quando sdraiato, timido, in mezzo all'erba
non fa niente di male, accarezza il suo corpo e dolcemente si masturba
è così naturale
ma poi non lo può dire.
Dunque credo nella bugia
quando un bambino si difende
con tutti i suoi divieti non può far meglio
la sua unica arma è salvare se stesso con l'aiuto di un imbroglio
non è un fatto di forma, è in cerca della sua normalità.
Com'è strana la nostra morale
se è un fatto naturale
diventa la tua prima oscenità
com'è strana la nostra apprensione
ci vuole un'invenzione
non è per stravaganza o per follia:
viva la bugia!
Credo nella bugia
quando un bambino non si arrende
trova con la finzione la sua misura
sfugge ad ogni giudizio
per non esser costretto a fare un torto alla natura
la bugia che bel vizio…
vorrei essere sincero come lui.
Non è per stravaganza o per follia:
viva la bugia!
A Mentira
Acredito na mentira
quando uma criança se esconde
quando deitada, tímida, no meio da grama
não faz nada de errado, acaricia seu corpo e suavemente se masturba
é tão natural
mas depois não pode dizer.
Então acredito na mentira
quando uma criança se defende
com todas as suas proibições não pode fazer melhor
sua única arma é se salvar com a ajuda de um truque
não é uma questão de forma, está em busca da sua normalidade.
Como é estranha a nossa moral
se é um fato natural
se torna sua primeira obscenidade
como é estranha a nossa apreensão
é preciso uma invenção
não é por extravagância ou por loucura:
viva a mentira!
Acredito na mentira
quando uma criança não desiste
encontra na ficção sua medida
escapa de qualquer julgamento
para não ser forçada a fazer uma injustiça com a natureza
a mentira que belo vício...
queria ser sincero como ele.
Não é por extravagância ou por loucura:
viva a mentira!