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Saci

Yvette Giraud

Saci

Saci, tes jambes fines dansent, dansent
Saci, ton talon marque la cadence
Tu nargues l'amant jaloux qui te regarde
Tu chantes en te moquant de son désir

Saci, ton corps flexible se balance
Saci, tu crois incarner l'innocence
Perverse, ta taille souple se renverse
Et tu pars dédaignant les regards qui te transpercent

Sous le ciel fleuri de mille étoiles
Vibrent les guitares
Des parfums de fleurs bizarres s'exhalent
Dans le bleu du soir

Brésil, Brésil
Douceur d'avril
Une mélopée au rythme lourd chante ta plainte

Saci, dans le tourbillon de la danse
Saci, tes paumes frappent en cadence
Ta grâce n'est que l'écrin d'un cœur de glace
Et pourtant chacun rêve au bonheur lorsque tu passes

Saci, saci, saci, saci

Saci

Saci, suas pernas finas dançam, dançam
Saci, seu salto marca a batida
Você provoca o amante ciumento que te observa
Você canta zombando do desejo dele

Saci, seu corpo flexível se balança
Saci, você acha que é a inocência em pessoa
Perversa, sua cintura mole se revirando
E você vai embora desprezando os olhares que te atravessam

Sob o céu florido de mil estrelas
Vibram as guitarras
Os perfumes de flores estranhas se exalam
No azul da noite

Brasil, Brasil
Doçura de abril
Uma melodia de ritmo pesado canta sua dor

Saci, no turbilhão da dança
Saci, suas palmas batem em sintonia
Sua graça é só a embalagem de um coração de gelo
E mesmo assim, todos sonham com a felicidade quando você passa

Saci, saci, saci, saci

Composição: Marc Fontenoy, Antonio Bruno, Ernesto Zwarg