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Na Ausência

Giusy Ferreri

In Assenza

Io resto qui ad ascoltare il mare,
seduta e zitta a consolare il mare,
perché l'estate va e insieme a lei
i giochi d'acqua di turisti e bimbi
che sollevano l'umore del mare,
ed anch'io ora dovrei andare dentro me,
la stessa nostalgia del mare,
lui per la sua costa abbandonata
ed io con le mie memorie, naufraganti
che ho cercato di smarrire in vacanza invano,

eh già ed eccoti qua,
mentre bevi il tuo solito,
al bancone di un bar,
eh già, eccoti qua,
un miraggio,
un desiderio,
in assenza di te

precipito giù,
tra le onde del mio oblio blu,
in assenza di te,
a parlarti da qui,
prigioniero ormai tu,
tra le onde del mio oblio blu.

Ma son già qui e qui con me la malavoglia,
di dover tornare a lavorare,
la sera stanca e indifferente
che ora ho voglia di sognare,
e non ho tempo di ascoltare,
le esigenze dei clienti
presi negli acquisti del cenone
e i doni di natale.

Ma sì che me ne vorrei andare
perché ho dentro me,
la nostalgia del mare,
non è bastato a separarci il mare
ma un silenzio sì,
per l'emozione ed anche se
dovevo dirti molte cose.

Eh già, ed eccoci qua,
se a sperare che un puzzle
si componga da se.
Eh già, ed eri tu qua,
ma io confusa non capivo
se mi eri in sogno o in realtà.

Cadendo nel blu,
tra le onde del mio oblio blu.
In assenza di me
a parlarti da qui,
prigioniero ormai tu,
tra le onde del mio oblio blu,
liberati tu,
ma qui sempre nel blu,
perché altrove non è
il posto giusto per te,
sai, altrove non è
il posto giusto per te,
che resto qui ad ascoltare il mare,
sai a volte può far bene
dialogare con il mare.

Na Ausência

Eu fico aqui ouvindo o mar,
sentada e quieta, confortando o mar,
porque o verão vai e junto com ele
as brincadeiras de água de turistas e crianças
que levantam o ânimo do mar,
e eu também agora deveria mergulhar em mim,
a mesma saudade do mar,
ele pela sua costa abandonada
e eu com minhas memórias, naufragadas
que tentei perder nas férias em vão,

é, e aqui está você,
enquanto bebe o seu habitual,
no balcão de um bar,
é, aqui está você,
um miragem,
um desejo,
nas ausências de você

eu caio,
entre as ondas do meu esquecimento azul,
nas ausências de você,
falando com você daqui,
prisioneiro agora você,
entre as ondas do meu esquecimento azul.

Mas já estou aqui e aqui comigo a má vontade,
de ter que voltar a trabalhar,
a noite cansada e indiferente
que agora eu quero sonhar,
e não tenho tempo de ouvir,
as exigências dos clientes
pegos nas compras da ceia
e os presentes de Natal.

Mas sim, eu queria ir embora
porque tenho dentro de mim,
a saudade do mar,
não bastou o mar para nos separar
mas um silêncio sim,
pela emoção e mesmo que
eu tivesse que te dizer muitas coisas.

É, e aqui estamos nós,
se esperando que um quebra-cabeça
se monte sozinho.
É, e você estava aqui,
mas eu confusa não entendia
se você era um sonho ou realidade.

Caindo no azul,
entre as ondas do meu esquecimento azul.
Nas ausências de mim
falando com você daqui,
prisioneiro agora você,
entre as ondas do meu esquecimento azul,
liberte-se,
mas aqui sempre no azul,
porque em outro lugar não é
o lugar certo para você,
sabe, em outro lugar não é
o lugar certo para você,
que fico aqui ouvindo o mar,
sabe, às vezes faz bem
dialogar com o mar.

Composição: Giusy Ferreri