Be Human
za ognyami
sonnykh zdaniy
linii v snegakh
shlyut signaly
stantsiy dalʹnikh
zhdut prichaly
zhdut v tumane
dalʹnikh beregov
v mareve leta
v kruge polyarnom
budʹ chelovekom
poryvistyy veter
na linii shum
press nezhno davit beluyu volgu, pleshchut·sya volny
smyta razmetka
aerodrom ne vidno v tumane, shchelkayet kamera
padayet skorostʹ
bʹyut·sya volny
samyy ranniy
samyy dalʹniy reys
litsa i teni
prokhozhikh sluchaynykh
v temnykh kvartirakh
v zheltykh pustynyakh
v golubykh snegakh
v ognennykh rekakh
v more tumannom
budʹ chelovekom
solʹ na priborakh
mechet·sya strelka
aerodrom ne vidno v tumane, shchelkayet kamera
zhmi na gaz!
v pole beskraynem, v rozovykh dzhunglyakh, v mareve leta
budʹ chelovekom
Seja Humano
com chamas
sonhos de edifícios
linhas na neve
mandam sinais
estações distantes
aguardam chegadas
aguardam na névoa
costas distantes
na miragem do verão
no círculo polar
seja humano
vento impetuoso
na linha do barulho
pressiona suavemente a onda branca, as ondas se agitam
apagando as marcas
o aeroporto não aparece na névoa, a câmera clica
a velocidade cai
as ondas se quebram
o voo mais cedo
o mais distante
rostos e sombras
passantes aleatórios
em apartamentos escuros
em desertos amarelos
na neve azul
em rios flamejantes
no mar nebuloso
seja humano
sal nos instrumentos
a agulha oscila
o aeroporto não aparece na névoa, a câmera clica
pisa no acelerador!
no campo sem fim, nas selvas rosas, na miragem do verão
seja humano