Que Disent Les Chansons Du Monde?
Que disent les chansons du monde de Prague à Bogota
Jaunes, indiennes, noires ou blondes, à Shanghai, à Rabat?
Que disent les chansons d'ailleurs, de leurs mots d'enfant?
Compagnonnes de candeur à chaque grave instant
De quelle religion les notes? Les mots quelle couleur?
Danses et plaintes polyglottes, que disent les choeurs?
Que fécondes nos terres et nos dieux miséricordieux
Qu'après l'ombre et la lumière pour les sages et les pieux
Que les femmes seraient des fleurs offertes à nos désirs
Mais qu'il faut prendre leur coeur avant de les cueillir
Et le temps qui passe, et le temps qui court
Et le temps qui lasse, tasse, casse et fait les amours
Et nos peurs immenses, nos rêves infinis
Les fêtes et les danses, danses, danses, danses et puis l'oubli
Partout les mêmes "m'aimes-tu aussi?"
Quand tes bras me serrent, serrent, serrent et que vient la nuit
Qu'il faut partir à la guerre la fleur au fusil
Vive notre patrie mère et mort à l'ennemi
Que la mer amante cruelle à la vie à la mort
Que nos montagnes sont belles et respectent les forts
Qu'un matin plus de misère et la révolution
Qu'il était une bergère et petit patapon
Qu'ave maria, notre père, à nos péchés pardon
Que fais dodo petit frère et parti le dragon
Et le temps fugace et le temps si court et le temps vorace chasse, efface tous nos discours
Mêmes rengaines au Caire à Sydney, dis-moi que tu m'aimes, même, même, même, si tu sais
Que le temps rapace, que le temps vautour, que le temps nous
Lâche, lasse, glace et gagne toujours
O Que Dizem as Canções do Mundo?
O que dizem as canções do mundo de Praga a Bogotá
Louras, indianas, negras ou platinadas, em Xangai, em Rabat?
O que dizem as canções de fora, com suas palavras de criança?
Companheiras de candura a cada instante pesado
De qual religião são as notas? Que cor têm as palavras?
Dança e lamento poliglota, o que dizem os coros?
Que fecundas nossas terras e nossos deuses misericordiosos
Que após a sombra e a luz para os sábios e os piedosos
Que as mulheres seriam flores oferecidas aos nossos desejos
Mas que é preciso ganhar seu coração antes de colhê-las
E o tempo que passa, e o tempo que corre
E o tempo que cansa, aperta, quebra e faz os amores
E nossos medos imensos, nossos sonhos infinitos
As festas e as danças, danças, danças, danças e depois o esquecimento
Em todo lugar a mesma pergunta "você me ama também?"
Quando seus braços me apertam, apertam, apertam e chega a noite
Que é preciso ir à guerra com a flor no fuzil
Viva nossa pátria mãe e morte ao inimigo
Que o mar amante cruel à vida e à morte
Que nossas montanhas são lindas e respeitam os fortes
Que numa manhã não haja mais miséria e a revolução
Que havia uma pastora e um pequeno patapon
Que ave maria, pai nosso, perdão pelos nossos pecados
Que faz dodo, pequeno irmão, e o dragão se foi
E o tempo fugaz e o tempo tão curto e o tempo voraz caça, apaga todos os nossos discursos
Mesmas cantigas no Cairo e em Sydney, diz pra mim que me ama, mesmo, mesmo, mesmo, se você sabe
Que o tempo rapace, que o tempo abutre, que o tempo nos
Solta, cansa, gela e sempre ganha
Composição: Jean-Jacques Goldman