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E eu não

Gorniak Edyta

A ja nie

Po pierwszym œniadaniu biegniecie za metrem
Powrotny autobus zabiera was z pracy
Potem szybkie "dobranoc" i parê s³ów szeptem
Bez nadziei, ¿e bêdzie inaczej

Codzienne gazety, wieczorne dzienniki
Te same zajêcia w tych samych godzinach
Po³ykane co wieczór nasenne pastylki
Bardzo rzadkie wycieczki do kina.

A ja nie. Po prostu - nie.
Mnie siê to - mnie to siê nie podoba
Niech siê dzieje
Niech dzieje siê co chce
Ja po¿yczam, a œwiat mi nie odda.
Ja to znam, po prostu znam
Ale bêdê -tak, bêdê nastêpny
Który szuka, szuka, choæ wie
¯e labirynt jest wszêdzie zamkniêty.

Codziennie bez zmiany i wczoraj i jutro
¯yjecie dok³adnie tak samo, jak dziœ
Nastawiacie, jak zawsze, budziki na siódm¹
Bo musicie co rano gdzieœ iœæ.

Idziecie przed siebie ze strachem o przysz³oœæ
A czas nie pozwala przystan¹æ od lat
Zostawiacie przyjació³, mówicie - tak wysz³o
Odchodzicie, bo taki jest œwiat.

A ja nie. Po prostu - nie.
Mnie siê to - mnie to siê nie podoba
Niech siê dzieje
Niech dzieje siê co chce
Ja po¿yczam, a œwiat mi nie odda.
Ja to znam, po prostu znam
Ale bêdê -tak, bêdê nastêpny
Który szuka, szuka, choæ wie
¯e labirynt jest wszêdzie zamkniêty.

Teraz œniê, po prostu œniê
W zmêczonej wyobraŸni
W ogrodzie wewn¹trz mnie
Skulony w moim œnie
Tylko to mi siê zdarza naprawdê.
Dobrze wiem, gdy zbudzê siê
Zobaczê znów to samo
OdejdŸ ju¿, nie budŸ mnie
Ja szukam w moim œnie
Gêstych traw, ko³ysz¹cych o zmierzchu.
Ogrodów pe³nych kwiatów
Pe³nych kwiatów
Po deszczu...

Gêstych traw, ko³ysz¹cych o zmierzchu,
Ogrodów pe³nych kwiatów
Pe³nych kwiatów
Po deszczu...

E eu não

Depois do café da manhã, vocês correm pro metrô
O ônibus de volta leva vocês do trabalho
Então um rápido "boa noite" e algumas palavras sussurradas
Sem esperança de que seja diferente

Jornais diários, noticiários noturnos
As mesmas atividades nas mesmas horas
Pílulas sonolentas engolidas toda noite
Passeios muito raros ao cinema.

E eu não. Simples assim - não.
Isso não me agrada - não gosto disso
Que aconteça
Que aconteça o que quiser
Eu peço emprestado, e o mundo não me devolve.
Eu conheço, simplesmente conheço
Mas eu serei - sim, serei o próximo
Que procura, procura, embora saiba
Que o labirinto está sempre fechado.

Todo dia sem mudança, ontem e amanhã
Vocês vivem exatamente igual a hoje
Colocam, como sempre, os despertadores para às sete
Porque precisam ir a algum lugar toda manhã.

Vocês seguem em frente com medo do futuro
E o tempo não permite parar há anos
Deixam amigos pra trás, dizem - foi assim que saiu
Vocês vão embora, porque esse é o mundo.

E eu não. Simples assim - não.
Isso não me agrada - não gosto disso
Que aconteça
Que aconteça o que quiser
Eu peço emprestado, e o mundo não me devolve.
Eu conheço, simplesmente conheço
Mas eu serei - sim, serei o próximo
Que procura, procura, embora saiba
Que o labirinto está sempre fechado.

Agora eu sonho, simplesmente sonho
Na imaginação cansada
No jardim dentro de mim
Encolhido no meu sonho
Só isso realmente me acontece.
Sei bem, quando eu acordar
Ver novamente a mesma coisa
Vá embora, não me acorde
Eu procuro no meu sonho
Gramas densas, balançando ao entardecer.
Jardins cheios de flores
Cheios de flores
Depois da chuva...

Gramas densas, balançando ao entardecer,
Jardins cheios de flores
Cheios de flores
Depois da chuva...

Composição: