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Se Omazich, Mila Majko

Gothart

Se Omazich, Mila Majko

Se omazich, mila majko,
zaj momche se pijano.
Tak ozenih se, se zarobych,
se zachernih, se zapustich.
Denem pie, nostem pie,
doma rano ne si ide.
Od vechry, tak do zory
mechanite toj gi redi.

Do zory mechanite sheta,
pie vino, s rakie meshe.
Shto da pravja, mila majko,
crno mie napisano.
So pesnjata, mila majko,
toj zorata si e cheka,
a ja doma kato moma
vo postela meka leza.

Zashto, majko, ti me rodi,
so pijanec vek me gory.
S pogled, majko, ja zogorech,
bujna mladost az izgorih.
Kato ptica-kukuvica
vo postela meka leza.
Cjala nost placha, makimacha.
Mila majko, ja ste begam.

Se Omazich, Mila Majko

Se omazich, mãe querida,
meu garoto tá embriagado.
Assim me casei, me enredando,
me escureci, me descuidei.
Bebo vinho, trago vinho,
cedo em casa não se vai.
Da noite até o amanhecer
meu coração tá em agonia.

Até o amanhecer, a gente dança,
bebendo vinho, com a cachaça misturada.
O que fazer, mãe querida,
meu destino tá selado.
Com a canção, mãe querida,
a aurora tá me esperando,
e eu em casa como uma moça
na cama macia repousando.

Por que, mãe, você me trouxe ao mundo,
com um bêbado eu vivo a queimar.
Com o olhar, mãe, eu me desespero,
minha juventude eu deixei queimar.
Como uma ave-cucú
na cama macia eu repouso.
A noite inteira choro, me debato.
Mãe querida, eu vou fugir.

Composição: Jörgen Elofsson