Tradução gerada automaticamente

Nos Absents
Grand Corps Malade
Nos Ausentes
Nos Absents
Não são bem fantasmas, mas a ausência deles é tão forte,C'est pas vraiment des fantômes, mais leur absence est tellement forte,
que cria em nós uma presença que nos deixa fracos, nos suporta.qu'elle crée en nous une présence qui nous rend faible, nous supporte.
São aqueles que amamos que criam um vazio quase palpável, pois o amor que lhes dávamos é órfão, busca um alvo.C'est ceux qu'on a aimé qui créaient un vide presque tangible, car l'amour qu'on leur donnait est orphelin, il cherche une cible.
Para alguns a gente sabia, já estávamos preparados pro pior, mas outros sumiram de repente, sem aviso, sem dor.Pour certains on le savait, on s'était préparé au pire, mais d'autres ont disparu d'un seul coup, sans prévenir.
Não dissemos adeus, partiram sem nosso consentimento, pois a morte tem suas razões que a razão não entende, é um tormento.On leur a pas dit au revoir, ils sont partis sans notre accord, car la mort a ses raisons que notre raison ignore.
Então nos reunimos em um consolo utópico. Juntos somos mais fortes, mas a tristeza não é menos trágica.Alors on s'est regroupé d'un réconfort utopiste. A plusieurs on est plus fort mais on est pas moins triste.
É sozinho que se faz o luto, pois estamos sozinhos ao sentir. A gente doma a dor e a presença dos nossos ausentes. Nossos ausentes estão sempre aqui, na mente e nas memórias. Naquelas fotos de férias, nos sorrisos, nas histórias.C'est seul qu'on fait son deuil, car on est seul quand on ressent. On apprivoise la douleur et la présence de nos absents. Nos absents sont toujours là, à l'esprit et dans nos souvenirs. Sur ce film de vacances, sur ces photos pleines de sourires.
Nossos ausentes nos cercam e ficarão ao nosso lado, eles renascem em nossos sonhos, como se nada tivesse mudado.Nos absents nous entourent et resteront à nos côtés, ils reprennent vie dans nos rêves, comme si de rien n'était.
Nos acalmamos diante da dor que nos aperta o pescoço, dizendo que onde eles estão, com certeza sentem menos do que o nosso sufoco.On se rassure face à la souffrance qui nous serre le cou, en se disant que là où ils sont, ils ont sûrement moins mal que nous.
Então a gente anda, ri, canta, mas a sombra deles permanece, num canto da nossa mente, num canto da nossa felicidade.Alors on marche, on rit, on chante, mais leur ombre demeure, dans un coin de nos cerveaux, dans un coin de notre bonheur.
Nós temos planos, desenhamos nossos amanhãs. Decidimos o caminho, olhamos o futuro entre as mãos. E no coração da ação, nas nossas vitórias ou infernos, às vezes imaginamos que nossos ausentes nos veem em nossos eternos.Nous on a des projets, on dessine nos lendemains. On décide du chemin, on regarde l'avenir entre nos mains. Et au coeur de l'action, dans nos victoires ou nos enfers, on imagine de temps en temps que nos absents nous voient faire.
Cada vida é um milagre, mas o final é irritante. Me informei bem, não sairemos vivos dessa, é angustiante. Temos que aprender a aceitar pra tentar envelhecer feliz, mas a cada ano nossos ausentes são um pouco mais, é um triste aprendiz.Chaque vie est un miracle, mais le final est énervant. J'me suis bien renseigné, on en sortira pas vivant. Faut apprendre à l'accepter pour essayer de vieillir heureux, mais chaque année nos absents sont un peu plus nombreux.
Cada nova ausência transforma nossos corações em rendas, mas o tempo passa e as dores agudas se tornam mais amenas. Esse tempo que, pela primeira vez, é um verdadeiro aliado. Cada hora que passa é um bálsamo, mas serão necessárias milhares, é um fardo.Chaque nouvelle disparition transforme nos coeurs en dentelle, mais le temps passe et les douleurs vives deviennent pastelles. Ce temps qui pour une fois est un véritable allié. Chaque heure passée est une pommade, il en faudra des milliers.
Eu não falo muito sobre os mortos, os desaparecidos. Então escrevo sobre eles, cutuco os assuntos proibidos. Esse grande mistério que nos espera, nosso último ponto em comum. Que faz a gente correr atrás da vida, sabendo que a morte está na nossa cola, é um comum.Moi les morts, les disparus, je n'en parle pas beaucoup. Alors j'écris sur eux, je titille les sujets tabouts. Ce grand mystère qui nous attend, notre ultime point commun à tous. Qui fait qu'on court après la vie, sachant que la mort est à nos trousse.
Não são bem fantasmas, mas a ausência deles é tão forte, que cria em nós uma presença que nos deixa fracos, nos suporta. São aqueles que amamos que criam um vazio quase infinito, que inspiram textos de primeira linha. É preciso dizer que a morte carece de ironia.C'est pas vraiment des fantômes, mais leur absence est tellement forte, qu'elle crée en nous une présence qui nous rend faible, nous supporte. C'est ceux qu'on a aimé qui créait un vide presque infini, qu'inpirent des textes premier degré. Faut dire que la mort manque d'ironie.



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